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"NUNCA É TARDE" é um blog que divulga ideias e produções que podem incrementar sua bagagem cultural. Traz textos profissionais, religiosos, literários, filosóficos, dentre outros.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Na Mídia - Conjecturas Poéticas (Gazeta - Variedades - Uberlândia)
APLAUZZO para você, confira nessa semana um breve resumo do livro Conjecturas Poéticas de Ademar da Silva, da editora de Assis Ed/ Ivone De Assis. Vamos ouvir também o que o representante do skatistas de Uberlândia Claudio Leandro Leamdro tem para falar sobre o esporte. E para finalizar as tendências de moda com colaboração de Karine Bastida.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
A praga humana
dema
Posto
que nova,
tamanha
a desova.
Devora
o planeta, boi de piranha,
(que
sanha!), insaciável traça,
da
crosta, dos ares,
humana
raça.
Vão-se
as florestas,
assim
os minerais,
oceanos
e mares,
ozônio,
outros gases;
aves,
insetos, demais animais.
A
terra reage, intenta,
tufão,
tornado, tormenta,
tsunami
após maremoto,
vulcão,
terremoto,
seca,
dilúvio, glaciação;
que
nada, quem sabe, infecção:
pandemia
de gripe, vírus, bactérias,
aids,
câncer e outras quimeras...
Barbada,
parece barata,
coisa
nenhuma a desbarata,
cresce,
se multiplica.
Não
basta o espaço terrestre,
procura
por corpos celestes...
Nisto
‘stará o mais perverso,
infetar,
por inteiro, o universo.
Deus,
então, que se cuide!
Já
teve filho pregado na cruz.
Achará
jamais quem O ajude.
Há
saber com sua própria luz.
Poder
não Lhe falta, inda bem,
irá
precisar de ninguém.
Quem
dera um calor escaldante,
ou,
pudera, colisão total,
dê
cabo dessa repugnante
desgraça
de espécie infernal!
É
de esperar-se que um dia,
no
atraque ao seu porto destino,
ocorra
o previsto extermínio,
por
dispepsia de autofagia.
DEMAISILVA
sábado, 11 de outubro de 2014
Do sul pro norte
dema
Fico ainda um tempo,
depois me vou.
A tarde cai,
assim, a minha.
Um bando de aves céleres corta os ares
do sul pro norte.
Quem irá bisbilhotar o céu quando eu me for?
Vasculhar o azul dos vagos de nuvens brancas
na espera do inesperado, lá de cima,
um astro celeste, uma divindade,
um viandante universal, um corpo que desce?
Outro grupo de pássaros, cem, acima de cem...
bate asas do sul pro norte.
Aos poucos,
o azul cinzando,
as nuvens chumbando,
rasgos de luz se abrandando.
Algumas pombas de mim se aproximam
e se achegam às traves da garagem.
Já não arrulham. Aquietam-se...
Mais um apressado time rasga para o norte.
A vizinhança da noite espanta-os do sul,
alerta-os a que procurem estalagem.
Nova turma...outra...
O que haverá no norte a tornar seu norte?
Além de mim, quem notará sua passagem.
Foi-se o branco, o cinza, o chumbo
e o azul. Agora o negro predomina.
Por entre vazios (ao certo) de nuvens,
surgem pontos cintilantes.
Que bonito no darc!
A aeronave estronda no breu que cintila
e me desperta para a noite.
Tudo era dinâmico e belo enquanto não passava a máquina.
Só um pouco e eis que me vou.
Quem verá a aeronave estrondar no breu
e romper a harmonia natural?
Creio que, amanhã, ao cair da tarde,
as avezinhas, enturmadas, correrão novamente
do sul pro norte...
Cada gosto um gosto
dema
Vivas ao azul,
a cor do céu,
do mar,
também, meu Bem,
do teu olhar.
Azul, ave a planar.
Já o vermelho
haveria de ser a vida,
mas nada.
Da guerra, espelho.
Areia sangrenta
de cabeças decepadas,
inferno,
fogo a lamber as invernadas,
baderna,
ódio nos olhos do
camarada.
Vivas ao azul!
Tumbique-se o vermelho
e o que mama nas tetas do
capeta!
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Convite - lançamento de livro
Amigos,
No próximo dia 24 (outubro corrente), estarei promovendo o lançamento de "Conjecturas Poéticas", na Assis Editora, a partir das 20:00hs, conforme imagem abaixo. Sua presença aumentará a alegria de todos que participarão do evento.
Nota do autor
Em caráter propedêutico, de cunho mais demonstrativo do
que sinestésico, costuram-se as linhas seguintes.
Rumando pela trilha antes eleita para “Devaneios”[1],“Sabor
de Pecado e outras essências”[2] e
“Solidão e Outras Tristezas”[3],
vem à luz o novo livro, “Conjecturas poéticas”, que talvez possa merecer a
alcunha de bazar de poemas, tal a
diversidade de temas abordados.
A obra distingue-se das demais pela inexistência de
compromisso com uma linha mestra de assuntos, variando do lirismo para a
filosofia, perpassando religião, temas sócio-políticos, outros ligados à
natureza e ao poeta em si, para culminar num sensualismo mental. Há, sim,
preponderância de um lirismo saudosista, possivelmente merecedor de adjetivação
clássica, nada vulgar, que muito se aproxima da forma como a lascívia vem
tratada. Longe a pieguice como ausente a nudez verbal explícita dos poemas
pseudoconcupiscentes, dir-se-ia que, nesta obra, lirismo e erotismo fundem-se
em temática única.
Em grau secundário, porém, relevante, exsurgem os poemas
de patente filosófica, com acentuado fundo ético e moral. Deles integrante, mas
como faceta distinta, ressalta a presença marcante do transcendentalismo,
denotador da preocupação existencialista do autor, uma constante exteriorizada
nos escritos precedentes, posto menos acirrada do que em Solidão e outras tristezas.
Engajado virtualmente na realidade sócio-política do
país, impossível se tornara ao autor não deixar extravasar o desconforto com os
desmandos políticos alimentados por um ideologismo obsoleto e pela corrupção
gritante em todas as esferas de governo, à revelia de problemas cruciais que
atormentam a sociedade brasileira, assim a insegurança, o desleixo com a saúde,
a educação de péssima qualidade, a insuficiente infraestrutura necessária a um
desenvolvimento sustentável, dentre outros. Nada de sectarismo
político-partidário, mas um compromisso com a cidadania e o grito irônico de
advertência para a necessidade de melhorias nos campos socioeconômicos para toda
a população.
Impende, ademais, indigitar o lado cômico no trato com a
morte, quiçá uma maneira de aliviar a permanente indigestão da efemeridade.
De modo geral, não há preocupação com métrica, embora
presentes alguns poemas metrificados. A grande maioria são versos livres,
todavia, quase sempre voltados para a rima. Verifica-se uma tentativa de
imprimir cadência e fluidez aos versos, para tornar a leitura mais leve e
melódica.
“Conjecturas
poéticas” é um trabalho simples, despretensioso, que vem acrescer o acervo
publicado do autor, resultante, em suma, do vício inveterado adquirido com o
hábito de escrever.
Que os poemas aqui insertos possam propiciar algum
deleite a quem a eles tiver acesso.
O
autor.
Uberlândia, julho de 2014
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