quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Anjos decaídos



dema

Transportam no dorso o peso do pecado,
a arrogância de se acharem deuses de si mesmos.
Caso não engolidos por buracos camuflados,
expulsos do éden, perambulam a esmo.

Outros, entretanto, vagueiam pela Terra
e incitam os homens à prática do mal,
disseminam a mentira, a ganância, a guerra,
vão fazendo da morte um fato normal.

Seres maléficos, como forças do além,
bruxas semi-eternas em vassouras aladas,
quando ainda presentes em humanos do bem,
enfraquecem o amor e o carinho a estocadas.

Sonham vagar pelo espaço sidéreo,
vencer longas jornadas no céu estrelado,
mas anjos decaídos não pairam no etéreo,
espatifam-se no fundo de cânions vazados.

E eu, aqui pasmo, mais do que boquiaberto,
faço um pedido ao Deus Criador,
que nos afaste do mal encoberto
por artimanhas de um falso amor.



terça-feira, 5 de novembro de 2019

Incongruências



dema

Incongruências detonam teses,
simulam realidades inexistentes
ou mascaram outras verdadeiras.

Suscitam resultados indesejáveis,
estimulam ilações perversas,
produzem dubiedade e descrença.

Não sanadas, insanáveis se tornam,
por extemporaneidade,
justificativas imprestáveis
e/ou má fé.

Parem factoides absurdos.
Obstaculizam a verdade libertadora
que quebra grilhões opressores do peito
e dá razão às coisas e fatos.

Quatro cigarras mortas na mesma trilha
levam a uma segura profissão de fé
na desejada realidade oculta.
Não encontrá-las consuma o incerto.

Resta à divindade o facho de luz
para afastar a maleficência
e as arestas desconexas.
Então, a luz reascenderá a alma
debilitada pela incerteza.