domingo, 2 de agosto de 2009

A HONRA DE SER AVALIADOR DO MEC

A IES E O AVALIADOR: A HONRA DE ESTAR EM ALGUM LUGAR DO BRASIL
Professor Afonso de Sousa Cavalcanti

A avaliação é a chave para autorizar e reconhecer as IES e seus cursos.
O Brasil precisa investir mais para atender melhor e atingir a qualidade mínima no atendimento educacional. Em recente encontro em Brasília, entre os dias 15 e 17 de abril do corrente ano, o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) informou que existem no País 2.300 IES, atendendo a 22.000 cursos de educação superior e suprindo a demanda de 5.000.000 de alunos. O atendimento ainda está muito longe de ser o bastante, pois corresponde a menos de 12% da juventude entre 18 e 23 anos. Os diversos órgãos ligados ao MEC, assim descritos: INEP, CONAES, CNE, SESU, SETEC. SEED, CTAA e outros, precisam de delegados que possam ir aos quatro cantos do país e atendam as reivindicações das várias instituições que querem participar da educação com qualidade. Tais delegados são denominados AVALIADORES. A IES que tem um avaliador deve se sentir honrada porque passa a ser vista e reconhecida na capital de seu país. O encontro de 15 a 17 de abril de 2009 me conferiu o entendimento de “qual é o papel do avaliador” e sobre isto quero relatar sucintamente a seguir.
O avaliador tem a honra de executar a tarefa singular, com os seguintes objetivos:
a) desempenhar a função delegada pelo MEC (INEP, no âmbito da avaliação); b) participar da consolidação da cultura de avaliação na graduação; c) contribuir para o aprimoramento das instituições e dos cursos. Para tanto, o avaliador se torna um sujeito público com o seguinte compromisso: garantir a credibilidade do processo de avaliação e da correta imagem das instâncias e das pessoas envolvidas.
Para ser avaliador, o MEC cobra postura e determina que o perfil do docente avaliador deva moldar-se nos seguintes atributos: competência acadêmica; postura ética ilibada; espírito público e urbanidade; domínio dos procedimentos de avaliação; cordialidade e bom senso. A urbanidade, a postura ética e o domínio dos procedimentos de avaliação exigem as seguintes atitudes do avaliador: primar pela qualidade dos relatórios de avaliação e, portanto, afastar-se de atitudes reguladoras (cobrar mudanças nos projetos de curso); não fazer avaliações de cunho regulatório, prestando assessorias; preservar o sigilo das informações; evitar entrevistas ou exposições na mídia sobre a função que foi exercida pelo avaliador.
Ao participar deste encontro de capacitação em Brasília confesso que pude refletir sobre a realidade do funcionalismo público brasileiro. Na sua quase totalidade, os professores e técnicos deste encontro atuam em universidades estaduais e federais. A maioria participa no quadro de carreira de 40 horas semanais, mais carga horária de tempo de dedicação exclusiva. Fiquei chateado de ouvir de muitos que eles não cumprem a carga horária, não assinam o ponto diário e não se dedicam como devia ao ensino, pesquisa e extensão. Em outras palavras: não vestem a camisa da real educação que buscamos.

ORDENS E CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS CATÓLICAS

Afonso de Sousa Cavalcanti

1. Princípios fundamentais:

As ordens e congregações religiosas católicas surgiram nos primeiros séculos da Era Cristã. São diversas as organizações de homens e mulheres dedicados às mais diferentes atividades pastorais e religiosas. Estas instituições têm seus fundadores, ideologias e seguidores e por isso constituem, na Igreja, verdadeiras comunidades cristãs, de homens e mulheres, que se uniram pela causa do Evangelho.
A Igreja Católica utiliza a sigla da ordem ou congregação religiosa logo após o nome do religioso ou da religiosa. Estas letras representam as iniciais da designação latina da organização.
Citam-se a seguir as principais ordens religiosas e congregações católicas que estão espalhadas nos cinco continentes. Em especial, nesta pesquisa, quer-se afirmar que a Congregação Palotina soma amor, entusiasmo, doação, fé e piedade com todas as demais instituições religiosas que,seguindo seu fundador, têm sua sustentação histórica nos votos de pobreza, castidade e obediência.
Explica-se: o homem (em caso específico para ser padre, monge ou irmão leigo) e a mulher (em caso específico para ser freira), que ao deixarem seus familiares para ingressar numa ordem ou congregação religiosa, estes renunciam da vida do mundo exterior para abraçar a causa evangélica. Os que escolhem este modo de viver, o fazem impelidos por algo muito forte e especial, pois atendem à vocação religiosa.
Os votos de pobreza, castidade e obediência representam para aqueles eleitos de Deus, ao mesmo tempo o sacrifício e a fortaleza vitais para que estes suportem com fé, amor e piedade o novo processo civilizatório interno e externo da instituição à qual passam a fazer parte como membro do apostolado católico. Deus deu a Adão e Eva e à sua posteridade toda a Terra, com todas as suas maravilhas, recursos e riquezas e determinou: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra” (Gen. 1, 28). Homens e mulheres que atendem ao chamado de Deus, para a vida religiosa, estes renunciam ao direito natural de poderem multiplicar, constituir família e gerar filhos. Poderiam atender à ordem moral da Humanidade que estipula ser obrigação dos homens e mulheres o sagrado direito de procriar, atendendo à coletividade. Aqueles que decidiram abraçar a vida religiosa optaram moralmente, não pela ordem determinante da coletividade, mas pelo direito individual de renunciar à possibilidade da procriação. Individualmente, não estão obrigados a ter filhos, a continuar a espécie humana. Se assim procedem, deixam simplesmente de serem guiados pelas leis civis e se submetem ao Direito Canônico e determinações particulares de suas ordens e congregações religiosas. Os votos de pobreza, castidade e obediência indicam aos homens e mulheres seu novo estado de conversão: saem do vértice do mundo material, com todos os direitos e deveres de multiplicação e participação da ação civilizatória, fazendo com que a espécie humana tenha sua continuidade, em especial no processo humano que não pode e não deve ser realizado sem o entendimento, baseado em valores vitais, úteis, agradáveis e necessários, sem a sensibilidade, fundada na vitalidade, em que o homem e mulher se completam e se ajudam física e intelectualmente. Homens e mulheres, unidos por suas vontades como responsáveis pela continuidade da Humanidade, juntam seus esforços e transformam os recursos em riquezas materiais e dão graças ao seu Criador, a unidade familiar, consagrada a Deus pelo matrimônio, conforme determina o Cristianismo.
De acordo com os esclarecimentos do parágrafo anterior, os votos de pobreza, castidade e obediência, assim devem ser definidos:
a) a pobreza corresponde ao desapego a todos os bens materiais. O religioso, membro de uma ordem ou congregação religiosa, individualmente nada possui. Ao fazer o voto de pobreza, este renuncia, perante à Igreja e à sua instituição religiosa, ao direito natural de ter propriedade. Transfere seu direito de ter para seus superiores e para a Igreja, pois escolheu a missão de ser religioso. Ao mudar de comunidade, o sujeito religioso não transporta nenhuma escritura de propriedade. Apenas leva suas poucas ferramentas de ordem cultural que adquiriu com seus esforços pessoais;
b) a castidade indica ao religioso a condição de renunciar ao direito e ao dever de se multiplicar, enquanto membro da espécie humana, pois a nova ordem social (o novo estado de conversão) que por ele foi escolhida não compactua com a ordem social dos homens (o mundo lá fora). A velha ordem que continua é composta por homens e mulheres. A nova sociedade do eleito é formada apenas ou por homens (no caso dos padres, monges e irmãos religiosos) ou por mulheres (freiras ou irmãs religiosas), que entre si mantêm a ordem ou a congregação religiosa;
c) a obediência é o resultado da compreensão que é fruto do entendimento e da sensibilidade, obrigatoriamente oriundos do estado religioso. Não tem sentido a obediência sem que se pense o estado religioso e este por sua vez segue o princípio hierárquico, daí o nome Ordem ou Congregação Religiosa. O ato de obedecer implica em determinação maior que vem da hierarquização social. No caso das ordens e congregações, a obediência aos superiores reveste-se de algo transcendente. O religioso obedece a seus superiores pelo simples fato de compreender que se definiu pelos ditames da ordem natural: “Faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti”(HOBBES, 1983) e também por inspiração divina, conforme se lê: “Tudo aquilo que queres que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt. 7,12).

2. Algumas Siglas, determinadas pelas línguas latina e portuguesa, de ordens e congregações religiosas católicas espalhadas por todo o mundo:
AA: Pia Societas Presbyterorum ab Assumptione; Augustiniani ab Assumptione; Assumptionistae; Congregação dos Agostinianos da Assunção; Pia Sociedade dos Padres da Assunção; Assuncionistas.
ABA: Monachi Antoniani Benedictini Armeni; Ant; Monges Antonianos Beneditinos Armênios; Antonianos.
ACJ: Ancillae Sacri Cordis Iesu; Servas do Sagrado Coração de Jesus.
AD: Ancillae Domini; Pauperes Iesu Christi Ancillae; Dernbach; Servas do Senhor; Congregação das Servas Pobres de Jesus Cristo, de Dernbach.
BS: Basiliani Melchitae Sanctissimi Salvatoris; Basiliani Melkitae Sanctissimi Salvatoris; Ordo Basilianus Sanctissimi Salvatoris Melkitarum; Arrouhbaniat Albassiliat Almoukhalissiat; Basilianos Melquitas de São Salvador.
CASH: Clerici Apostolici Sancti Hieronymi; Jesuatae; Clérigos Apostólicos de São Jerônimo; Jesuatas.
CB:Christian Brothers; Fratres Scholarum Christianarum de Hibernia; FSCH; Irmãos das Escolas Cristãs da Irlanda.
CCVI: Congregatio Caritatis Verbi Incarnati; Congregação da Caridade do Verbo Encarnado.
CDC: Congregatio Presbyterorum Saecularium a Doctrina Christiana; Doctrinarii; Congregação dos Padres Seculares da Doutrina Cristã; Doutrinários; Congregação da Doutrina Cristã.
CFA: Congregatio Fratum Alexianorum; Cellitarum; Fal; Congregação dos Irmãos Aleixanos; Irmãos Celitas; Celitas.
CFC: Congregatio Fratrum a Caritate; Bigi; Congregação dos Irmãos da Caridade; Bigi.
CFMI: Congregatio Filiorum Mariae Immaculatae; Brescia Pavoniani; Congregação dos Filhos de Maria Imaculada; Pavonianos de Bréscia.
CFP: Congregatio Fratrum Pauperum Tertii Ordinis Sancti Francisci Seraphici (Aachen):Congregação dos Irmãos dos Pobres de São Francisco Seráfico (de Aachen.
CFV: Congregatio Fratrum a S. Vincentio a Paulo; Congregação dos Religiosos de São Vicente de Paulo; Congregação dos Irmãos de São Vicente de Paulo.
CFX: CongregatIo Fratrum a SFrancisco Xaverio; Congregação dos Irmãos de São Francisco Xavier.
CFS: Congregatio Fraternitatis Sacerdotalis; Congregação da Fraternidade Sacerdotal.
CICM: Congregatio Immaculati Cordis Mariae; Scheut; CIM; CSCM; Congregação do Imaculado Coração de Maria; Missionários de Scheut.
CJ: Congregatio Josephitarum; Institutum Josephitarum Gerardimontensium; Instituto dos Josefinos; Josefinos da Bélgica.
CJM: Congregatio Iesu et Mariae; Eudistatarum; Eud; Congregação de Jesus e de Maria; Eudistas.
CM: Congregatio Missionis; Lazaristae; Vincentiani; CMiss; CMV. Congregação da Missão; Lazaristas; Vicentinos.
CMF: Congregatio Missionariorum Filiorum Immaculati Cordis Beatae Mariae Virginis; Cordis Mariae Filii; Claretiani; Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria; Claretianos.
CMI: Congregatio Fratrum Carmelitarum B.V. Mariae Immaculatae; Congregação dos Carmelitas de Maria Imaculada.
CMM: Congregatio Missionariorum de Mariannhill; Congregação dos Missionários de Mariannhill.
CMSF: Congregatio Missionaria Sancti Francisci Assisiensis (Mount Poinsur, India); Congregação Missionária de São Francisco de Assis; Irmãos Missionários de São Francisco de Assis.
CO: Confoederatio Oratorii Sancti Philippi Nerii; Congregação do Oratório; Oratorianos; Confederação do Oratório de São Filipe Néri.
COSJ: Congregatio Oblatorum Sancti Joseph (Asti); Congregação dos Oblatos de São José de Asti.
CP: Congregatio Passionis Iesu Christi; Congregatio Clericorum excalceatorum Sanctissimae Crucis et Passionis Domini Nostri Iesu Christi; Passionistae; Congregação da Santíssima Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; Passionistas; Clérigos Descalços da Santíssima Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; Congregação da Paixão de Jesus Cristo.
CPO: Congregatio Piorum Operariorum; Calasanctini; COP; CP Op.; SPO; Congregação dos Operários Pios; Calasantinos.
CPPS: Congregatio Missionariorum Pretiosissimi Sanguinis; Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue.
CPPS: Congregatio Presbyterorum a Pretiosissimo Sanguine; CMPS; PPS; MPPS; Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue; Missionários do Preciosíssimo Sangue.
CPSB: Congregatio Presbyterorum Sancti Basilii de Toronto; Congregação dos Padres de São Basílio de Toronto.
CR: Ordo Clericorum Regularium; Theatinorum; Ordem dos Clérigos Regulares; Clérigos Regulares de São Caetano de Thiene; Teatinos.
CR: Congregatio a Resurrectione Domini Nostri Iesu Christi; Resurrectionistae; Congregação da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo; Ressurreicionistas.
CRL: Congregatio Sanctissimi Salvatoris Cannonicorum Regularis Lateranensis; Cônegos Regulares Lateranenses; Ordem dos Cônegos Lateranenses.
CRSA: Ordo Canonicorum Regularium Sancti Augustini; Sacer et Apostolicus Ordo Canonicorum Regularium Sancti Augustini; Confederação dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho.
CRSP: Congregatio Clericorum Regularium Sancti Pauli Decollati; Barnabitae;Barnabitarum; Paulani; Barn; CBarn; Obarn; Ordem dos Clérigos Regulares de São Paulo; Barnabitas.
CS: Congregatio Scalabriniana; Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeu; Scalabrinianos.
CSS: Congregatio Presbyterorum a Sanctissimis Stigmatibus; CSS; Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Estigmatinos.
CSSP: Congregatio Sancti Spiritus sub tutela Immaculati Cordis Beatissimae Virginis Mariae; Congregação do Espírito Santo; Missionários do Espírito Santo; Espiritanos.
CSsR: Congregatio Sanctissimi Redemptoris; Redemptoristae; CSsR; Congregação do Santíssimo Redentor; Redentoristas.
CVS: Sodalitas Clericorum Parochialium; Congregatio Clericorum Parochialium; Catechistarum S. Viatoris; Sodalício dos Clérigos Paroquiais; Clérigos Paroquiais; Clérigos de São Viator; Catequistas de São Viator.
DC: Congregatio Patrum Doctrinae Christianae; Congregação dos Padres da Doutrina Cristã; Doutrinários.
FDP: Fratrum Opus Divinae Providentiae; Parvum opus Divinae Providentiae; Congregação da Pequena Obra da Divina Providência; Filhos da Divina Providência; Pequena Obra da Providência Divina; Orionitas.
FMS: Institutum Fratrum Maristarum a Scholis; Institutum Parvulorum Fratrum Mariae (PFM); Fratrum Maristarum Scholarum; Instituto dos Irmãos Maristas das Escolas; Irmãos Maristas; Irmãozinhos de Maria; Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria; Maristas.
IMC: Institutum Missionum a Consolata (Turim); Instituto da Consolata para as Missões Estrangeiras; Instituto das Missões da Consolata de Turim; Padres da Consolata.
MCCJ: Missionarii Comboniani Cordis Iesu; MCCI; Congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus; Combonianos.
MS: Missionarii Dominae Nostrae a La Salette; Congregação dos Missionários de Nossa Senhora da Salette.
MSC: Missionarii Sacratissimi Cordis Iesu; Sociedade dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus.
MSF: Congregatio Missionariorum a Sancta Família; Congregação dos Missionários da Sagrada Família.
OAD: Ordo Fratrum Eremitarum Discalceatorum Sancti Augustini; OSAD; OEDSA; Ordem dos Agostinianos Descalços; Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.
OAR: Ordo Augustinianorum Recollectorum; Ordo Recollectorum S. Augustini; ORSA; Ordem dos Agostinianos Recoletos; Agostinianos; Recoletos de Santo Agostinho.
O.Carm: Ordo Fratrum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Antiquae Observantiae; Calceatorum; CC; Carm. C.; OC; OCAO; OCC; Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas; Carmelitas Calçados; Carmelitas da Antiga Observância.
OCD: Ordo Fratrum Discalceatorum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Discalceatorum; CD; Carm. D.; O. Carm. Disc; Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas Descalços; Carmelitas Descalços.
O. Cart.: Ordo Cartusiensis; Ordo Cartusianus; Carth.; Ord. Cart.; Cart. (francês: Chartreux, chartreuse); Ordem Cartusiana; Ordem da Cartuxa; Religiosos da Cartuxa; Cartusianos; Cartuxos; Monges e Monjas Cartuxos.
O. Cist: Ordo Cisterciensis; Ordem de Cister; Ordem Cisterciense; Cistercienses.
OCSO: Ordo Cisterciensis Strictioris Observantiae; Ordem Cisterciense da Estrita Observância; Trapistas.
OdasM: Ordo Beatae Mariae Virginis de Mercede Redemptionis Captivorum; Mercedarii; Merc.; OBMV; O. de M; Ordem de Nossa Senhora das Mercês; Mercedários.
OFM: Ordo Fratrum Minorum; Ordem dos Frades Menores; Franciscanos.
OFM Cap: Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum; Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Capuchinhos.
OFM Conv: Ordo Fratrum Minorum Conventualium; Ordem dos Frades Menores Conventuais; Conventuais.
OLM: Ordo Libanensis Maronitarum; Ordem Libanesa Maronita; Baladitas.
OM: Ordo Minimorum; Paulani; O. Minim; Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula; Ordem dos Mínimos; Paulanos, Mínimos.
O. Min.: Ordo Minimorum S. Francisci Assisisensis; FM; OM; Ordem dos Menores de São Francisco de Assis.
OMM: Ordo Maronita Beatae Mariae Virginis; Ar-Rouhbanyat Al-Marounyat Liltoubawyat Mariam Al-Azra; Ordem Maronita da Bem Aventurada Virgem Maria.
OP: Ordo Praedicatorum; Ordo Fratrum Praedicatorum; Dominicani; O. Pr; Ordem dos Pregadores; Dominicanos.
O. Praem: Candidus et Canonicus Ordo Praemonstratensis; Ordo Praemonstratensis; CRP; Com. R. P.; Pr ; Ordem Premonstratense; Premonstratenses; Frades Regulares de Prémontré; Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses; Norbetinos; Cônegos Brancos.
OSB: Ordo Sancti Benedicti; Ordem de São Bento; Beneditinos.
OSBM: Ordo Sancti Basilii Magni; Ordo Basilianus Sancti Iosaphat; Bas.; O. Bas.; O. S. Bas; Ordem de São Basílio Magno; Ordem Basiliana de São Josafat.
OSC: Canonici Regulares Ordinis S. Crucis; Ordem da Santa Cruz; Padres Crúzios; Cônegos Regulares da Ordem da Santa Cruz; Padres e Irmãos Crúzios; Crúzios.
OSJ: Congregatio Oblatorum Sancti Ioseph, Astae Pompejae; Congregação dos Oblatos de São José; Josefinos de Asti.
OSM: Ordo Servorum Mariae; Servitae; OSBMV; O. Serv; Ordem dos Servos de Maria; Servitas.
PIME: Pontificium Institutum pro Missionibus Exteris; Pontificium Institutum Mediolanense pro Missionibus Exteris; Pontifício Instituto das Missões; Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras; Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras de Milão; Instituto Pontifício dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e dos Santos Ambrósio e Carlos para as Missões Estrangeiras; PIME.
PSDP: Congregatio Pauperum Servorum Divinae Providentiae; Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência; Calabrianos.
PSP: Missionalis Societas Sancti Pauli; MSSP; Sociedade dos Missionários de São Paulo
SAC: Societas Apostolatus Catholic; Pallottini; Sociedade do Apostolado Católico; Palotinos (destaque nosso).
SCJ: Congregatio Sacerdotum a Sacro Corde Iesu; CCJ; SCI; Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus; Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus; Dehonianos.
SCJ: Congregatio Sacratissimi Cordis Iesu; Congrégation du Sacré-Coeur; Pères de Timon David; Congregação do Sagrado Coração; Padres de Timon David.
SDB: Societas Sancti Francisci Salesii; Sociedade de São Francisco de Sales; Salesianos de Dom Bosco; Sociedade Salesiana; Salesianos.
SdC: Congregazione dei Servi della Carità (italiano); Servos da Caridade; Obra de Dom Guanella.
SDN: Congregatio Sacerdotum B. M. V. SSmi. Sacramenti; Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; Instituto dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora; Instituto dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; Sacramentinos de Nossa Senhora.
SDS: Societas Divini Salvatoris; Salvatoriani; Sociedade do Divino Salvador; Salvatorianos.
SJ: Societas Iesu; Jesuitae; Companhia de Jesus; Jesuítas.
SSCC: Congregatio Sacrorum Cordium Iesu et Mariae necnon Adorationis Perpetuae Ss. Sacramenti Altari; Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento; Congregação dos Sagrados Corações; Congregação de Picpus; Padres de Picpus.
SSS: Congregatio Ssmi Sacramenti; Congregatio Presbyterorum a Ssmo. Sacramento; Congregação do Santíssimo Sacramento; Sacramentinos.
SVD: Societas Verbi Divini; Congregação do Verbo Divino; Missionários do Verbo Divino Verbitas.
TOR: Tertius Ordo Regularis Sancti Francisci; Tertius Ordo Regularis Sancti Francisci Assisiensis; Terceira Ordem Regular de São Francisco ("http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordens_e_congrega%C3%A7%C3%B5es_religiosas_cat%C3%B3licas).

Nota importante:

A igreja católica precisa do padre e dos demais religiosos para a realização de suas liturgias e cuidados especiais com a fé de seus adeptos. Desta forma, a Igreja, como instituição milenar, esta sobrevive de contribuições, de orações e de participações de seus obreiros. Resta-nos refletir sobre os cuidados especiais com as famílias católicas, com os sacramentos que as alimentam e repensar o quanto cada cristão pode e deve contribuir para a formação de seus religiosos e religiosas. De minha parte, faço um forte lembrete: em cada hora que o cristão católico ouvir o sino tocar, concentre-se em Deus e reze pelo menos uma Ave Maria para as vocações sacerdotais e religiosas. Deus ouvirá e proverá! (Nota do autor).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

GÊNEROS DA LINGUAGEM: A COMUNICAÇÃO DO DIA A DIA

Afonso de Sousa, Professor de Filosofia, Sociologia E Política Educacional Brasileira da FAFIMAN. E-mail: , afonsoc3@hotmail.com

Comunicação oral Resumo.

Introdução: Neste trabalho, as várias formas de comunicação, oral e escrita, apresentam alguns significados de gêneros que são utilizados na retórica e na literatura. Estes, por sua vez identificam: os clássicos - o lírico, o épico e o dramático - e os textos modernos - identificados como romance, novela, conto, drama etc. Objetivos: Demonstrar que o uso dos vários gêneros, escritos ou orais favorece o relacionamento humano e melhora a utilização da língua. Reconhecer que o uso da língua efetua-se em forma de enunciados orais e escritos e este se origina dos integrantes da atividade humana. Material e método: Este estudo analisa ORLANDI, Eni Puccinelli.A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso. S. Paulo: Brasiliense, 1983; BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Trad. Maria Ermantina G.G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992. Língua Portuguesa e Literatura. Cadernos de Ens. Fund. V. 8. SEED – Ensino de Primeiro Grau. Curitiba, 1994. Estes afirmam que a escola ajuda a cultivar seus tipos relativos e estáveis de enunciados, denominados de gêneros do discurso. Na ponte entre o professor e o aprendiz passam os vários gêneros da linguagem. Discussão: Escrever e falar com qualidade consiste em produzir a variedade dos gêneros do discurso. As produções dos gêneros do discurso são muitas. Estas atingem as diferenças: facilitam a compreensão, simplificam e objetivam a comunicação e aproximam os grupos para que criem e aumentem consciências individual e coletiva. Os gêneros aqui apresentados podem ser vistos como: primários – fazendo parte do cotidiano da linguagem (do imediato) -, expressos em formas de bilhete, cartas, diálogos, relatos familiares e outros; secundários (do mediato) – formulados pela linguagem oficializada -, destacados em romance, teatro, discurso científico, teses etc. Conclusão: Os comunicadores, ao relacionar-se com os outros, passando-lhes suas mensagens escritas ou orais, no momento da escolha do gênero, estes não se tornam espontâneos. O uso das mensagens depende de finalidades, tais como: informar, argumentar, instruir, entreter, seduzir, convencer, doutrinar, propagar e outros. As práticas discursivas e os gêneros do discurso variam conforme o texto é produzido. O texto escrito traz em seu bojo o objetivo de quem o escreveu, para quem o escreveu, porque o escreveu, onde o escreveu e outras exigências. Palavras-chave: Gêneros. Discurso. Linguagem. Práticas comunicativas.







GÊNEROS DA LINGUAGEM: A COMUNICAÇÃO DO DIA A DIA
CAVALCANTI, Afonso de Sousa, Professor de Filosofia, Sociologia E Política Educacional Brasileira da FAFIMAN. E-mail: , afonsoc3@hotmail.com

Introdução
Neste trabalho, as várias formas de comunicação, oral e escrita, apresentam alguns significados de gêneros que são utilizados na retórica e na literatura. Estes, por sua vez identificam: os clássicos - o lírico, o épico e o dramático - e os textos modernos - identificados como romance, novela, conto, drama etc. Para que o sujeito possa exercitar plenamente a cidadania, a moralidade, a felicidade, a reciprocidade e se realizar na solidariedade, o caminho exclusivo a ser trilhado é o da apropriação do saber cultural, científico e social, que a humanidade já processou nos mais variados tipos de textos que estão em circulação. Por isso, nesta pesquisa serão tratadas questões fundamentais como: se o professor entrar exigindo de uma vez a gramática, o uso de análises sintática e morfológica e impondo as regras da língua, isto poderá cansar os alunos, levando-os até mesmo à evasão escolar; a prática moderada, ao realizar exercício de confecção de gêneros (bilhetes, cartas, crônicas, narrações, e-mails e outros), isto faz com que o alunado aprenda a dialogar, a escrever, a falar bem e corretamente; a não cobrança maior e imediata da exatidão da língua, dá mais oportunidades para que os alunos produzam e encontrem por certo seus erros e os corrijam.

Exercícios de oralidade e de escrita
A oralidade é um dos conteúdos estruturantes do ensino da língua portuguesa. Por ser estrutural, é de fato o mais utilizado. Muitos professores consideram importante a escola trabalhar a oralidade, não importa o gênero a ser exercitado. Se o professor despejar no aluno tarefas longas que exijam de uma vez a gramática, a análise sintática e morfológica, e imponha, com muita rigidez as regras da língua, sem dúvida os alunos adquirirão cansaço e encontrarão grandes fantasmas, levando-os até mesmo à evasão escolar. Com doses equilibradas, acredita–se que a prática constante de exercícios com os gêneros definidos, segundo as necessidades e possibilidades do alunado, como nos casos dos mais utilizados, nas formas de bilhetes, cartas, crônicas, narrações, e-mails, bate-papos e outros. Estes farão com que o alunado aprenda a dialogar, a escrever, a falar bem e corretamente, além de exorcizar os fantasmas do medo de falar em público e de redigir textos científicos. O exercício constante da oralidade e da escrita, sem cobranças maiores que exigem de imediato a exatidão da língua, os aprendizes não terão maiores dificuldades em produzir e por certo, detectarão os erros e corrigi-los-ão. Este exercício, praticado dentro e fora da escola aponta possibilidades educacionais relativas à linguagem e ao seu uso, de forma que a produção e a compreensão de texto, a partir dos mais diversos objetos pesquisados, se realizem de modo significativo. Acredita-se que mesmo a prática constante do falatório (desde que não incentive o falso testemunho e o hábito da perda de tempo), isto é viável para a oralidade.
Ao pensar a metodologia, no preparo das aulas, o professor deve definir bem as estratégias (estudo em grupo e em equipe, leitura e interpretação de texto, confecção de resumo e resenha bibliográficos, interpretação e confecção de gráficos e de cartazes, projeções de vídeos, filmes e data show, apresentação de resultados de estudos e peças teatrais, recitação de poesias e apresentações de canções e outros) a fim de que os aprendizes fiquem ocupados o tempo todo e aprendam a administrar o tempo escolar para oralidade e a escrita.

Os vários gêneros e o poder da linguagem.

Ao refazer os sentidos dos vários gêneros, quer na oralidade ou na escrita, fica muito claro que:
1. A oralidade desperta os alunos a ter que pensar para poder falar. Se estivermos nas salas de aula e os alunos permanecerem calados, é sinal que não têm nada para falar ou então a turma ainda não se conhece. Acontece que isto dificilmente ocorre, em todas as idades;
2. A oralidade que vai desde a conversa mole, a fofoca, o falatório, o discurso de tribuna, a apresentação teatral, leituras e exposições de contos, poesias, cartas e outros gêneros, deve ser muito bem explorada, nas formas multidisciplinar, transdisciplinar e interdisciplinar, na escola;
3. Toda e qualquer celebração que exige o uso da voz, de forma a transmitir idéias e expressar sentimentos, isto é a oralidade. A oralidade desinibe, exige que o sujeito aprenda a falar e mais, organize suas idéias para não passar por ridículo;
4. Aquele que domina perfeitamente a oralidade, é sinal que detêm o chamado discurso mental, caso contrário não exporia o discurso verbal oral.
Os detentores de discursos verbais orais precisos podem muito bem exercitar o discurso verbal escrito e inclusive dominar diversos gêneros da comunicação, de acordo com as necessidades e conveniências, realizando as quatro finalidades básicas da linguagem que são:
a) Registrar tudo aquilo que é causa de todas as coisas, quer passadas, presentes ou futuras e que provocarão mudanças sociais; transmitir conhecimentos significativos aos outros, quer em forma de ensinamentos ou apenas de curiosidades.
b) Fazer com que os outros conheçam nossos objetivos e entendam o que projetamos para ajudar a todos os que nos cercam.
d) Agradar a nós mesmos e aos outros, como é comum à criatividade nos momentos de lazer e de enriquecimento cultural dos povos (HOBBES, 1992. p. 20-21).

Conclusão
Ao demonstrar o uso dos vários gêneros, escritos e orais, percebe-se que o sujeito favorece o relacionamento humano e melhora a utilização da língua, ao mesmo tempo em que reconhece que o uso da língua efetua-se em forma de enunciados orais e escritos e este se origina dos integrantes da atividade humana. Este estudo analisa ORLANDI, Eni Puccinelli.A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso. S. Paulo: Brasiliense, 1983; BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Trad. Maria Ermantina G.G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992. Língua Portuguesa e Literatura. Cadernos de Ens. Fund. V. 8. SEED – Ensino de Primeiro Grau. Estes autores ensinam que aqueles que detêm o ofício de ensinar, necessariamente devem dominar a metodologia eficaz, de forma a facilitar o aprendizado por intermédio de instrumentos do ensino aprendizagem que causem prazer.
Escrever e falar com qualidade consiste em produzir a variedade dos gêneros do discurso. As produções dos gêneros do discurso são muitas. Estas atingem as diferenças: facilitam a compreensão, simplificam e objetivam a comunicação e aproximam os grupos para que criem e aumentem consciências individual e coletiva. Os gêneros aqui apresentados podem ser vistos como: primários – fazendo parte do cotidiano da linguagem (do imediato) -, expressos em formas de bilhete, cartas, diálogos, relatos familiares e outros; secundários (do mediato) – formulados pela linguagem oficializada -, destacados em romance, teatro, discurso científico, teses etc. Os comunicadores, ao relacionar-se com os outros, passando-lhes suas mensagens escritas ou orais, no momento da escolha do gênero, estes não se tornam espontâneos. O uso das mensagens depende de finalidades, tais como: informar, argumentar, instruir, entreter, seduzir, convencer, doutrinar, propagar e outros. As práticas discursivas e os gêneros do discurso variam conforme o texto é produzido. O texto escrito traz em seu bojo o objetivo de quem o escreveu, para quem o escreveu, porque o escreveu, onde o escreveu e outras exigências.
Para encerrar esta comunicação, é interessante saber e aprofundar sobre este pensamento: todas as pessoas que consomem boa parte de sua existência refletindo sobre todas as coisas alcançadas por seus sentidos e que filosofam sobre o ato de pensar e de ser crítico, estas têm maiores possibilidades de escrever bem e de argumentar de forma precisa e clara.

Referências
HOBBES, Thomas. Leviatã. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
ORLANDI, Eni Puccinelli.A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso. S. Paulo: Brasiliense, 1983.
PERES, Marcolino Suely. Comunicação e expressão e literatura IV. Apostila do INSEP, 2006.
REALE, Giovanni e ANTISESERI, Dario. História da Filosofia. V. I, II e III. 2 e. São Paulo: Paulus, 1990.
SOARES, Magda. Linguagem e escola: uma perspectiva social. 17ª ed. São Paulo: Ática, 2002.

A conduta do homem

A conduta do homem


CAVALCANTI, Afonso de Sousa, Professor de Filosofia, Sociologia E Política Educacional Brasileira da FAFIMAN. E-mail: afonsoc3@hotmail.com


Os homens, dotados de possibilidades de desejo, de vontade e de razão; portadores de sensação, de imaginação, de comunicação, de sociabilidade, de interação com a natureza e com a sociedade, não podem ser tratados como coisas mas sim como sujeitos. Pelo fato de o homem ser sujeito, pessoa, é portador de possibilidades para conhecer e ao mesmo tempo de valores éticos. Estes valores determinam a personalidade e proíbem atos ilícitos como a exploração, o comodismo, a omissão e a geração de conflitos.
Os valores éticos apontam para o sujeito os seus limites, os seus controles contra todos os riscos e violências. Os valores definem a consciência moral e fazem com que o sujeito controle os seus desejos, os seus impulsos pessoais que são motivados pela pressão social. Através da consciência moral que é regida pela racionalidade, que o sujeito humano determina o chamado atos da vontade contra os atos do desejo. É a ação voluntária do homem que o impulsiona a tomar atitudes entre os meios e os fins. Muitas vezes os meios são imorais e cabe ao sujeito renegá-los. Aceitá-los é faltar com os valores éticos. A vontade necessita ser livre. A liberdade da vontade indica que o sujeito não está sob o poder de outros e nem de paixões e instintos. A vontade deve imperar sobre o sujeito regida pela racionalidade. A ética está no sujeito moral e este existe de fato, se a sua vida for dotada de virtudes.
O verdadeiro homem moral e ético é aquele que está para si, para os outros e para todas as coisas do mundo. Alguns atributos são indispensáveis a este sujeito moral e ético: a) perceber-se como sujeito dotado de capacidade reflexiva e ao mesmo tempo reconhecer os outros homens como seus semelhantes (iguais em humanidade); b) controlar seus desejos, paixões, instintos, sentimentos, através do livre arbítrio. Ao controlar-se, o sujeito decide e delibera sobre as diversas alternativas oferecidas pela natureza das coisas; c) agir e responsabilizar-se por suas ações, frente a si mesmo, aos outros e às coisas do mundo. Suas ações serão responsáveis na medida em que assume as conseqüências; d) tornar-se livre e senhor de si para reger seus sentimentos e ações e não se submeter às forças e aos poderes externos que interfiram em seus sentimentos e querer. Ser livre é poder autodeterminar-se através dos preceitos escolhidos por sua própria conduta.
O sujeito ético, como qualquer outro agente, coloca-se diante da passividade e da atividade. O sujeito passivo é aquele que vive uma moral heterônoma e se deixa dominar pela vontade dos outros, por seus impulsos, paixões, instintos, pela sorte indeterminada. Não se deixa levar por sua própria consciência, não é livre e nem responsável. O sujeito ativo vive uma moral autônoma e se limita nas virtudes, agindo com regras profundas que foram escolhidas livremente por ele. O mesmo controla seus impulsos, desejos, paixões e consulta a todo instante sua consciência moral que é dirigida pela razão. Ao mesmo tempo, considera os outros seres humanos e se afasta de qualquer tipo de subordinação, de violência e de má intenção.
A ética norteia a conduta dos homens e aponta valores para a cultura e a sociedade. Uma sociedade que cultiva os valores éticos julga antecipadamente os seus procedimentos e determina que todos os seus membros, movidos por fortes imperativos do dever ser, se afastem do crime e da violência, do mal e do vício. Como meta final aponta os caminhos do bem e da virtude.
A ética está presente em dezenas de ações intersubjetivas e sociais. Está na História, na política, na economia, na religião e em todas as ações sociais. Os meios exigem a presença da ética para que o sujeito alcance um fim justo. Não é viável um fim justo através de meios ilícitos. É impossível que uma liderança social seja bem sucedida e que os fins alcançados sejam morais, se os seus liderados forem subordinados por suas mentiras, invejas, crueldade, adulação, exploração.
A filosofia nos orienta no sentido causa e efeito. Neste mesmo raciocínio, pode-se afirmar que a ética é uma disciplina que orienta o sujeito em relação aos meios e fins (CHAUÍ, 1997, pp. 334-338; ARANHA E MARTINS, 1995, pp. 273-282).




Referências:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando Introdução à Filosofia. 2 e. São Paulo: Moderna, 1995.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 9 e. São Paulo: Ática, 1997. 440 p.

NALINI, José Renato. Ética Geral e profissional. 2 e. São Paulo: Editora Revista dos tribunais, 1999.
NADER, Paulo. Filosofia do Direito. Rio de Janeiro Forense, 2004.

A MORAL NAS POSIÇÕES ABSOLUTA OU RELATIVA

CAVALCANTI, Afonso de Sousa, Professor de Filosofia, Sociologia E Política Educacional Brasileira da FAFIMAN. E-mail: afonsoc3@hotmail.com


Os preceitos morais ou éticos são imperativos que levam os sujeitos ao dever ser. A norma de conduta vem de um valor e este valor está, para alguns, condicionado ao conhecimento da norma ética de forma a priori e, para outros, o conhecimento está na ordem empírica.
Afirmam os defensores da norma ética absolutista e apriorista que o homem “é dotado de certa bússola natural que o predispõe ao discernimento do que é certo e errado em termos éticos” (NALINI, 1999, p. 37). Dentro do homem está a possibilidade ao bem e ao mal, à verdade e à falsidade. A própria condição moral, intrínseca à natureza do homem, possibilita que ele, através de sua sensibilidade e entendimento, arranque a resposta certa e decida pelo que é melhor. O homem possui em si mesmo uma consciência estimativa do sentido do valor das coisas. É pela estimativa, pela escolha do valor que agimos. Ao agir com base no valor escolhido, sentimos que nossa ação foi moral. Ao agirmos contrários ao valor eleito, percebemos que nossa ação foi imoral. A ação parece justa ou injusta, se está ou não fundamentada no critério de estimação, na conscientização que o sujeito possui. O escritor Ernesto Hemingway “conceituou moral como aquilo que nos faz sentir-nos bem depois e imoral aquilo que nos faz sentir-nos mal depois”(NALINI, 1999, p. 38).
Para os empiristas ou relativistas não existem valores intrínsecos à subjetividade humana. O sentido do bom e do mal, do falso e do verdadeiro, do justo e injusto, está condicionado ao tempo e ao espaço, às experiências vividas pelo sujeito. As ações boas, verdadeiras e justas dependem da criatividade. Na medida da criatividade humana, os homens criam as normas morais como mero convencionalismo. Os valores dependem da vontade dos homens. Os sujeitos elaboram os valores conforme o momento histórico e de acordo com a sociedade.
Confrontando as defesas das normas absolutistas com as relativistas, verifica-se que os absolutistas tornam-se dogmáticos e fundamentalistas quando defendem que os valores não são criados e nem transformados pelo homem. Ao mesmo tempo, os relativistas ou empiristas podem também cair no erro ao afirmar que o procedimento humano está subordinado às decisões das ciências. Cabe à ética como parte refinada da moral, afinar o pensamento humano para tecer uma crítica ponderada entre as decisões de ordem científicas e metafísicas.
Já que um de nossos objetivos é apontar as várias éticas e discutir sobre seus objetos, em primeiro lugar cabe uma conceituação apurada do que é ética e qual é seu objeto.
A Ética é uma ciência - parte refinada da moral - que tem por objetivo estudar o comportamento do indivíduo no convívio social. Não se pode descartar o comportamento ético individual sem que este esteja para o convívio social. A ética é de fato uma ciência e seu objeto é o comportamento moral. A moral expressa os costumes. No convívio social, é importantíssimo que se esclareça que o objeto da ética atinge a moralidade positiva. A moralidade positiva representa o conjunto de normas que regula a vida dos homens no convívio social, em busca do bem, da verdade, da legitimidade, da igualdade e da justiça Melhor esclarecendo: ética vem de ethos (costume em grego), ao passo que moral vem de mos, moris (costume em latim). O ato é moral somente depois que foi apresentado, discutido e aprovado pelos que participam do grupo social. O ato é ético a partir do momento em que o sujeito compreende o significado de sua ação e age de livre e espontânea vontade, a partir das decisões morais do grupo em que ele está inserido.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando Introdução à Filosofia. 2 e. São Paulo: Moderna, 1995.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 9 e. São Paulo: Ática, 1997. 440 p.
NALINI, José Renato. Ética Geral e profissional. 2 ed. São Paulo: Editora Revista dos tribunais, 1999.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

TEENS II - LIA - I CANTO

DEMA
Cristalina fonte, Lia,
lá no morro, no horizonte,
canto a ti em serenata.
Tuas águas, em meus sonhos,
eu as sorvo na cascata.
Mesmo se ao raiar do dia
vejo o horizonte prata,
tua voz me é poesia,
ouço teu cantar na mata.
Já nem sei a cor do mar,
se é verde, se azulada,
se da cor do teu olhar.
O que sei, querida Lia,
é sofrer de tanto amar.
És o barco que se afasta,
se vês que me aproximo
ou então o horizonte,
quando ao monte galgo o cimo.
Vê as chagas destes pés,
tem dó deste peregrino,
que já nem mais dores sente
em viver te perseguindo.
Lia, acolha dos meus olhos
o correio voador,
levando-te a cada instante
o que tenho de amor.
Lia, fonte deslumbrante
mesmo à luz do sol poente,
beija, beija de mansinho
os lábios deste demente!

PALCO DA SAUDADE

DEMA




Ao despedir-me de ti,
as abas da cortina, em meu peito, se abraçaram.
A ti, platéia,
louca de sorrir,
restou uma atriz, só, que ainda chora:

saudade.