domingo, 18 de novembro de 2012

Sê feliz!

dema

Que poderia eu dizer,
se a cada um seu destino,
tanto faz não ou querer,
co’ele, já nasce o menino.
Seu momento me é partida,
pra ele, página nova;
para mim, mais despedida;
pra ele, a vida se inova.
Conquista de antiga busca,
do amor que ora o arresta,
é felicidade, é festa
que à minha tristeza ofusca.
Advem-me alegria triste,
talvez nem sentida antes;
como a todo instante insiste,
temo que pra doravante.
Enquanto abraço meu filho,
chorando, a Deus agradeço,
rebento de garra e brilho,
Senhor, nem sei se o mereço.
Que lute sempre na vida,
que lhe seja abençoada;
perenal com su’amada,
lhe arrime o amor a partida.

_ Sê feliz, meu querido filho,
faze a parte a ti reservada.
Te sustente pra sempre nos trilhos
o amor da eterna namorada!


17/11/2012


 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pelos fundos


dema

Procuro adentrar o mundo das letras pela porta dos fundos. Chegarei lá? Sei lá.
No entanto, é pela porta lateral ou pela dos fundos que os atores se dirigem aos camarins e depois ao palco, para, iluminados da ribalta, produzirem o espetáculo.
Mas como me tornar espetáculo de mim mesmo, se pouco sei, se quase nada sei, se o que sei já nem mais sei se sei ou para que serve o que sei?
Um mundo perdido no tempo, num universo próprio, onde Deus entra de teimoso ou porque ali se encontrava quando o tranquei.
O universo da fraternidade do eu só.
Mas e as letras, que perambulam nesse universo e não se prendem por barreiras apenas imaginadas, que perpassam, indo e vindo, corações, mentes e solidões?
Ah, persistirei nesse intento, ainda que não se abram as cortinas para o espetáculo. Ao menos assim o universo solilóquio existirá.













































sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ch(x)ás



dema



Que dos ch(x)ás, óh, Xentea?

Não havia antigamente?


Xá da Pérsia, do Afeganistão,


Pavlev, Zahir Xá,


Dize-me cá, Senhor Ahmadinejad.


E o chá das cinco, só pras damas anglicanas


em chalés, de xale, servidas por mucamas?


Ah, os Xavantes


já não são como dantes.


Quebrou-se o nariz


do leão do chafariz.


Chá de horta, chá-mate,


ora de xaxim ou de saco;


se de saco, sem aroma, _ que saco!


Charles de Gaulle é aeroporto


de país sério? Mistério!


Inda bem resta o xadrez


de xeque-mate, porque o xilindró


segura apenas João Jiló.


Xeiques? Ora só!!!


Mormente hoje em que chacina


virou moda, corre a roda,


charqueada.


Não sou chacal,

sou do bem, não sou do mal.


Quero mesmo é o que resta abundante


de xaveco e de chamego


e chá na chaleira, Bem,


que sou chegante.


Ôpa!
 



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Xucro


dema

Insulta-me, da língua,
a riqueza vocabular.
Palavras nobres e pulcras,
suaves e fortes,
amargas e doces
instigam-me o alar.
Passo ao largo,
com a mente vasta,
o conhecimento curto,
desejo enorme qual sonhar,
pela ausência funda
de um propício tema
p’ra que as articule
em neopoema.
Sou poeta errante.
De assunto,
pobre ignorante,
como tendo asas
sem saber voar.
Ante o tesouro
de vocábulos d’ouro,
sou burroxucro,
não o sei usar.
Onde a verve, o estro?
Vítimas de sequestro?
É o que sinto,
não minto;
não o que quero:
eu me desespero.


 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

V TORNEIO DE TRUCO “ENTRE AMIGOS”


Promoção: Dema & D2S

Onde? “DEMA’S HOME – UDI”



Sábado, 03/11/2012, mais uma edição do “Truco Entre Amigos” na casa de Dema. Das 12 a mais 12 horas. 12 duplas. De mamando a caducando (meninos e suas girlfriends). Nunca se viu tantas canecas por conta de somente dois troféus. Churrasco, cerveja e (não sei de onde surgiram) algumas amarelinhas do Norte de Minas (o rótulo)... cachaça!!!!

Alguém tinha que ser campeão. Nesta quinta edição, a dupla “Rei de Paus” levou , Antônio (o Tõe) e Zé (o brother). Parabéns.

Um agradecimento a todos os que estiveram presentes e fizeram acontecer o evento e um especial ao churrasqueiro (de grátis), Ilton, bem assim ao fotógrafo oficial, JBosco. Afinal, D2s, sogrão é “pressas” coisas, não?

Um abraço a todos e o convite para o próximo, não tão próximo e nem tão distante.

Valeu!!!

Vamos às fotos.





                               

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sal insosso


dema
Pra que serve o sal sem sabor
ou a lua sem o luar?
O que é a vida sem o amor
senão a morte sem nos levar?


Se...


dema

Se já não tens o meu sorriso
nem de minh’alma és mais a dona,
faze, pois, logo o que é preciso,
parte pra longe e me abandona.

Não partirás meu coração,
mas vais tirar meu sobrenome.
Farei por ti uma oração,
enquanto tua imagem some.

Onde a ternura que jorrava
desses teus olhos à mão-cheia?
Onde o carinho que emanava
dos teus afagos sobre a areia?

Que seca esta que permeia
nossos contatos de armadura,
como se bem tecida teia
com tantas garras de amargura!

Que vultos esses indistintos
em nebulosos movimentos!
Não sei se sentes o que sinto,
se é apenas coisa de momento.

Se há zarpado da vida a dois,
do amor que a sustentava, o elã,
não tem porquê crer que depois
seja possível outro amanhã.

Se só o que resta é grande dor
pelo de bom que antes houvera,
melhor se faz, com festa e flor,
brindar u’a nova primavera.

Se ao partir, levares o sol,
deixa a lua, porém, comigo;
terás sempre teu arrebol
e o luar será meu castigo.
..