"NUNCA É TARDE" é um blog que divulga ideias e produções que podem incrementar sua bagagem cultural. Traz textos profissionais, religiosos, literários, filosóficos, dentre outros.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
TRUCO IV – DEMA’S HOME – 2012
Esta é a 4ª edição do TRUCO ENTRE AMIGOS, realizada na casa de www.demaisilva.com.br , isto é na casa de Dema e D2s. Das 12:00 às 20:00 do dia 06/05/12, nos confraternizamos, amigos de D2S e de Dema (pesca e serviço). Um torresminho, churrasco, Germana & Montanhesa e todo mundo a “Sub zero”. Ambiente saudável, bom mesmo de se curtir. Falando de truco, Ricardo e Andinho levaram o ouro; Samuel e Carmona saíram prateados. Nós outros, com os olhos vermelhos (por que será?).
Foi muito bom. Em breve teremos nova edição.
Vamos ver as fotos do evento:
Poesia versus tema
dema
Nada tenho de poesia
ou ela é quem não me tem,
a poesia há de bastar-se
a validar-se a que vem.
Cá por mim, demanda ter
um tema que a contenha;
se lhe falta esse conter,
melhor talvez que não venha.
Precisa trazer mensagem
ou o que vem aqui fazer(?),
ao menos projete imagem
pra ser prazer por prazer.
De repente, exijo tema
ao que não importa ter
e me prendo a esse dilema,
sem curtir um bom lazer.
Que ela então fale por si,
Seja o que lhe aprouver,
mas que jorre aqui e ali
o que de prazer couber.
sábado, 12 de maio de 2012
VIOLA
dema
Inda que presas as cordas
em mãos de violeiro destro,
a viola chora mágoas
que emanam de finos versos.
Na louvação da saudade
e das lembranças de outrora,
expulsa a tristeza d’alma,
bota a alegria pra fora.
Faz vibrante o coração
do menestrel da viola,
cujo estro se agiganta
depois que a lágrima rola.
Se antes foi tristeza tanta,
ora tudo vira festa,
prima a arte onde era o pranto,
surge o belo co’a seresta.
Se acaso pintar o fado,
em harmonia vem ponteado,
como carta de alforria,
chega e dá o seu recado.
O que amarras figurava
traz sabor à melodia,
que por toda a noite em claro
canta o amor na boemia.
É a magia da viola
produzindo esta poesia.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Ansiedade
dema
Aguardo ansioso a dor da despedida
Pra saber o quanto a amo e se a quero.
Se nada sentir na pré-ausência dita
E confirmar-se que de amor eu seja estéril,
Talvez me desespere.
domingo, 29 de abril de 2012
NO REINO DE ALI BABÁ.
dema
Terça feira, 6:10 da manhã. Hora da caminhada no parque da cidade. Levanto-me e me apronto. Tomo da chave e documentos da caminhonete e rumo para a garagem.
- Ué, ela não está ali. Meu Deus, cadê essa danada?
Verifico os portões. Todos fechados, nenhum sinal de arrombamento.
Retorno à cozinha, pego outro controle eletrônico e abro um deles.
Névoa espessa e fria enche a rua ainda deserta.
- Gente, olha aí a caminhonete, na contramão, mas em frente à casa!
Nenhum outro carro e nenhum movimento.
- Como me esqueci de guardar essa bichinha?
Ora, mas ela não poderia estar ali. Inevitavelmente teria sido roubada ou depredada, porém, rodas e pneus intactos.
- Será que quebraram os vidros?
- Não. Estão fechados e inteiros, apenas embaçados.
- Quem sabe a riscaram?
Circundo-a e nada. Perfeita.
As maçanetas, parecendo intocadas. Nenhum sinal de tentativa de violação.
- E se tiverem colocado uma bomba?
Deito-me debaixo do veículo, pelo lado de trás. Vasculho tudo e... nada. Talvez não a levaram porque a noite de segunda feira é vazia...
- Não, não pode ser. Existe alguma coisa errada neste reino de Ali Babá!
Súbito, acordo assustado com o barulho de partida de carro vindo da garagem. Levanto-me apressado, abro a janela do quarto e olho naquela direção. É meu filho saindo para o trabalho em seu carro.
- Ah, a caminhonete está lá, como sempre, ao lado do barco. Eu sabia que havia algo errado!...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Menina moça
dema
Lá vem a menina moça,
cintura delgada, quadris aprumados,
os seios hígidos e rijos, inda não devastados,
a pele viçosa, lisa, os cabelos cheios de vida.
Cruza por mim, não me olha ou, se olha, não me vê.
A vida inteira a espera, à espreita.
Os hormônios à flor, talvez a pensar no amor,
ou na prova da faculdade, na balada da sexta,
na viagem do sábado.
Aonde ela vai? Segui-la não posso, nem mesmo com os olhos.
Os anos cerceiam o pensar, a conduta que induz ao desejo,
ao querer, ao agir. Ela simplesmente passa.
Oh! Deus, mas que graça!!!
...
domingo, 22 de abril de 2012
Laura
dema
Laura imagina-se Amélia,
mas jamais se entregou.
Sempre sóbria, prioriza
trabalho ao amor.
Ombreia tristeza eterna,
alegria lhe é quimera,
obrigar-se, valor.
Laura, uma flor em pedra,
coração de bronze,
alma esculpida em ouro.
Desconhece-se mulher,
pensa saber o que quer.
Laura, ser intocado, carente
de tirar as sandálias e, descalça,
pisar o chão,
despir-se e
pecar.
Então, talvez,
Laura, um tesouro!
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