terça-feira, 4 de agosto de 2009

A EDUCAÇÃO RELIGIOSA NA ESCOLA PÚBLICA

A EDUCAÇÃO RELIGIOSA NA ESCOLA PÚBLICA

* MARSON, Carlos César, CERCONVIS, Tiago de Souza e DIAS, Sâmia Paula Maschetto.
**Orientador: Professor Afonso de Sousa Cavalcanti – Professor na FAFIMAN. E-mail: afonsoc3@hotmail.com

Resumo

Comunicação oral

A presente comunicação quer oferecer aos estudiosos a importância da compreensão da dimensão transcendental do ser humano e para tanto convoca a todos para a real reflexão para os seguintes temas: 1. a finalidade da educação religiosa na escola pública (quem são os profissionais envolvidos, qual é a clientela e quais são os procedimentos didático-pedagógicos propostos pela escola); 2.o espaço na escola e além dela - o fazer ciência - preocupando-se com os quatro pilares da educação (conhecer, saber fazer, compartilhar e ser) e o mergulhar no universo da transcendência; 3. a linguagem na educação religiosa deve ser extraída dos elementos essenciais que constituem os símbolos religiosos e culturais das instituições; 4. os princípios da educação religiosa, fundamentando a fé, o ecumenismo, a personalização, a vida comunitária, a inserção histórica da vida, a busca do Transcendente, a teologia global, a religiosidade popular, a visão global da vida. Acredita-se que a educação religiosa deve ser uma disciplina normal para a escola pública e que deva seguir os parâmetros normais das demais disciplinas, mas com um diferencial: o de trazer os alunos e toda a comunidade escolar para a tomada de consciência das várias questões que envolvem a sociedade hodierna: a solidariedade, a cidadania, os valores e, sobretudo, fazer do ambiente escolar um local livre para o avanço das comunicações e da linguagem. Palavras-chave: Transcendentalidade. Cientificidade. Moralidade social.

*Acadêmicos do 1º ano de História da FAFIMAN.
**MS em Filosofia, Dr. em Educação, Administração e Comunicação, Professor na FAFIMAN.





A EDUCAÇÃO RELIGIOSA NA ESCOLA PÚBLICA

1. Introdução
Para narrar um pouco da história, afirmamos que o Estado do Paraná usou do bom senso para apresentar propostas de implantação da Educação Religiosa neste Estado. Assim, a Associação Interconfessional de Educação de Curitiba (ASSINTEC), constituída oficialmente em Assembléia a 20 de junho de 1973, é entidade formada por representantes de diferentes confissões religiosas (católica, metodista, presbiteriana, luterana, evangélica reformada etc) e aberta às demais que dela queiram participar. Tem por fim, implantar e implementar a Educação Religiosa nas Escolas Públicas do Estado do Paraná. O início de suas atividades, restritas inicialmente às escolas estaduais de Curitiba e também municipais, (estas por força de Decreto n° 897, da Prefeitura Municipal de Curitiba) expande-se gradativamente a todo o Estado por força da Resolução n° 48545 de 25 de setembro de 1985 e, posteriormente, nº 484 de 12 de novembro de 1986 e Ordem de Serviço nº 029 de 10 de novembro de 1987 e atualmente pela Resolução nº 4.180/91.
Desde 1976, de forma discreta e efetivamente a partir de 1981, a ASSINTEC vem participando de Encontros Nacionais de Ensino Religioso promovidos pela CNBB, com o intuito de tornar mais efetivos os trabalhos referentes ao Ensino Religioso, não só a nível estadual, mas com vistas à unidade Nacional. Assim sendo, a Constituição Federal, Capítulo III, Seção I, artigo 210 parágrafo 1º : “ O Ensino Religioso de matrícula facultativa, constituirá, disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. Sua ação não pára aí. Com vistas a garantir o Ensino Religioso na Constituição Estadual do Paraná, realiza pesquisa junto aos pais de alunos, dos quais 92 % manifestaram-se a favor da Educação Religiosa nas Escolas Públicas. No tocante às autoridades religiosas, a ASSINTEC promoveu, em julho de 1988 em Curitiba, a I Consulta Ecumênica sobre Educação Religiosa do Paraná, da qual participaram bispos, padres e pastores, representantes de 15 Igrejas Cristãs e, deste evento, resultou uma Carta Aberta, enfatizando o apoio das autoridades presentes no mesmo em favor da Educação Religiosa Interconfessional nas Escolas da Rede Oficial de
Ensino.

2. A NECESSIDADE DA RELAÇÃO COM O SAGRADO

Antes de tudo, é importante notar que onde um grupo de pessoas civilizadas se reúne para tomar decisões sérias, este lugar é sagrado. Desde os primórdios da humanidade, a pessoa humana defronta-se com situações da realidade vivida que lhe são verdadeiros desafios, situações limite: a morte, a doença, o heroísmo, o amor, o nascimento, grandes opções (casamento, separação, profissão, estudo, pesquisa...).
Frente a estas situações a pessoa se pergunta sobre o porquê delas, buscando o verdadeiro sentido para a vida (para quê). Por isso passa a indagar-se: de onde vim? Quem sou? O que acontece depois da morte? Por que e para quê isso acontece comigo? Coisas parecidas com o que a propaganda da TV diz no momento atual. Assim há um choque, tensão, angústia, conflito entre a realidade vivida (experiências pessoais, vividas, consciente) e a realidade do inexplicável, que transcende o tempo, a consciência e o mundo palpável. Buscamos o sentido pleno da vida.
Por outro lado, a falta de sentido de vida, gera um sentimento de vazio e inutilidade que pode acabar por se transformar em neurose. Edgar Morin, em seu livro “O Enigma do Homem” exemplifica o que o imaginário se rompe quando diz que: “...o homem das cavernas ao pintar os animais, não queria apenas expressar arte, mas dava ao desenho (símbolo) um caráter de magia (proteção e sorte)”. Ele também queria atrair os animais para abatê-lo como reservas de alimento.
Temos na filosofia grega a transcendência desse imaginário, do mito. Sócrates e Platão nos ensinaram sobre a tripartição da alma e afirmaram que a alma humana, quando virtuosa, esforçada para o conhecimento, retornará para onde veio.
No dia a dia das várias religiões, estas convivem com dezenas de símbolos. O símbolo dispensa explicações. Ele fala por si, remete a pessoa àquilo que é primordial, que é profundamente essencial e necessário à identidade pessoal e coletiva que somos. Esse primordial é visto nos caracteres primeiros (marcas, impressões,experiências), arcaicos e significativos, que estão no inconsciente pessoal e coletivo, os quais chamamos de arquétipos. Os símbolos remetem ao ser humano além dos limites do tempo (histórico ou cronológico) e do espaço. Falando claramente de alguns símbolos: á água, o fogo, as vestes dos dirigentes de uma liturgia, o pão, o vinho etc, estes colocam as pessoas na “viagem” ao ponto de origem de onde tudo saiu e começou. Só a espécie humana é capaz de fazer esta “viagem”. Tal viagem tem que ser experimentada através de um convívio ordinário.
3. O real e o imaginário
A linguagem do IMAGINÁRIO, é MÍTICA, SIMBÓLICA, DE FÉ e pode se expressar por: a) Uma abertura pessoal ao transcendente, a qual chamamos de religiosidade; b) Por gestos que suscitam a tentativa de dominar o inexplicável, colocando-o a serviço próprio, caracterizando a MAGIA; c) Gestos de adoração (ritos, festas, celebrações) dando origem à religião, que reconhece a transcendência, o absoluto e é uma expressão comunitária. Estas expressões estão intimamente ligadas à cultura. O ser humano fala do mundo transcendente usando uma linguagem simbólica – cultural. Hoje, num mundo secularizado em que vivemos, muitas vezes o ser humano não está engajado numa religião (comunidade de fé), mas ninguém consegue apagar dele, nem ele próprio, a chama da busca da transcendência. É inerente ao ser humano o desejo de ultrapassar seus limites, de experimentar o divino, o infinito, embora este desejo se manifeste diferencialmente em cada pessoa. Se a escola tem o dever de promover uma educação total, isto é, da pessoa em todas as suas dimensões (física, social, intelectual, ética, estética, afetiva e religiosa), o aspecto da religiosidade não pode ser esquecido.Ele ajudará o educando a encontrar o sentido de vida e a compromissar-se com a sociedade visando melhorá-la, sem alienar-se.

4. conclusão

Do ponto de vista didático, cada disciplina tem uma forma de linguagem que lhe é própria. Físicos teóricos empregam em sua comunicação, vocábulos cuja significação é completamente estranha a economistas, juristas etc. A Educação Religiosa como postura pedagógica e o Ensino Religioso como disciplina curricular de formação de consciência ético-religiosa, têm um conteúdo religioso, de caráter teológico, como a Educação Artística tem caráter estético e as Ciências um caráter científico. Esse conteúdo religioso para uma compreensão eficaz, precisa ser traduzido e decodificado em termos pedagógicos. Isso porque a escola pública é um espaço aconfessional, espaço da educação, que não usa uma linguagem eclesial, específica, teológica. A Educação Religiosa, como educação da religiosidade, que é anterior à própria religião tem por isso uma linguagem específica.
Na escola pública predomina uma população da classe trabalhadora, que na sua maioria, tem uma mentalidade religiosa mágica, mítica e acrítica. Assim a escola se constitui o lugar onde se manifestam múltiplas formas de expressões religiosas passíveis de manipulação político- econômica- ideológica. E é com esse código religioso que essa fatia da sociedade faz sua leitura do mundo. Por isso, ao profissional de Ensino Religioso, impõe-se uma formação e capacitação cuja linguagem religiosa passa por 3 níveis: 1°) Apropriar- se do discurso religioso (nível de formação acadêmica). 2°) Saber traduzí-lo pedagogicamente (nível de competência técnica e profissional). 3°)Articular o discurso religioso ao “código religioso popular” (nível de engajamento político-social). Assim a linguagem religiosa que passa por esses níveis de comunicação, torna-se um instrumento tão eficaz quanto necessário à
educação do senso religioso do nosso povo.

5. Referências

ALVES, Rubem. O que é religião. S. P. Brasiliense,1981.
ASSINTEC, Boletim, n°49, ano 11. Curitiba – PR. 1987.
BOFF, Leonardo. Nova Evangelização. Petrópolis – RJ. Ed. Vozes. 1990
BOFF, Leonardo .Teologia do cativeiro e libertação. Petrópolis – RJ. Ed. Vozes. 1980.
CAMPBELL, Joseph . O poder do mito. SP. Ed.Palas Athena.1990.
ELIADE, Mircea.O sagrado e o profano. Lisboa .Ed.Livros do Brasil.
FREIRE, Paulo.Educação e mudança. RJ. Ed. Paz e Terra 9 ed, 1985.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. RJ. Ed. Paz e Terra. 17 ed, 1980.
FROM, Erich. A revolução da esperança. R J. Zahar Editores.1987.
GADOTTI, Moacir. Concepção dialética de educação. S.P. Ed.Cortez.6 a .Ed.1988.
LIBANEO,J.B. sj. Formação da Consciência Crítica.Petrópolis – RJ. Ed. Vozes. ed. (C.R.B.), 1982.
SAVIANI, Demerval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. SP. ed. Cortez, 1989.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

NOSSA SENHORA

O Professor Afonso de Sousa Cavalcanti escreveu um livro sobre a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida de Mandaguari/PR.
Clicando no LINK abaixo, pode-se ver uma pequena mostra de sua obra.

Barroco II – Igrejas fechadas

BENEDITO FRANCO


Dia 02 de maio último – 02/05/2009 - saí de Lafaiete, passei por Ouro Branco, cuja igreja barroca estava fechada. Logo a seguir, cheguei a Itatiaia, sua bela igreja barroca também fechada. Até o Programa CQC andou reclamando do governador de Minas o fato de uma de suas equipes de repórteres ir a Ouro Preto e várias de suas igrejas se encontrarem fechadas.
O péssimo anel rodoviário de Ouro Preto – Patrimônio da Humanidade! - desemboca em mais de seiscentos quebra-molas no trecho que atravessa Mariana e vai para Santa Bárbara, mas compensado pela paisagem maravilhosa, pois a estrada estreita bordea a estupenda serra do Caraça. O triste é a paisagem lunar, deixada pela exploração de nosso rico minério de ferro, vendido a preço de banana pelas multinacionais – Vale e outras mais. Nosso minério nada Vale... A obra de Deus é realmente empolgante, mas a dos homens... A de Deus podemos descrever, mas a dos homens, não sei como. O mineroduto e a estrada de ferro ferem e dilaceram ainda mais a paisagem. A Natureza um dia nos cobrará.
Catas Altas, aos pés da imponente e brilhante Serra do Caraça, com sua maravilhosa Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, com as torres bulbáceas, é rica em talha branca e dourada – o púlpito feito por Aleijadinho. Os altares laterais são os mais bonitos que conheço – uma maravilha.
O Seminário do Caraça hoje localiza-se no Município de Catas Altas.
As igrejas de Santa Bárbara são uma beleza. A Matriz de Santo Antonio é uma das mais ricas e bonitas das minas gerais – as outras fechadas.
Brumal é um pequeno distrito de Santa Bárbara, em cuja grande praça há um chafariz, herança dos tempos coloniais, a pequena e suntuosa igreja de Santo Amaro e lindas casas coloniais, além de um ótimo restaurante. Parte da Igreja de Santo Amaro é riquíssima em ouro e parte de alguns dos altares laterais apenas pintada de branco. Igreja pequena, mas dá uma sensação de requinte e suntuosidade.
Em Barão de Cocais conheci a maior das igrejas barrocas até hoje visitadas por mim – menos requintada, mas alta, imponente e bonita.
De Barão de Cocais fui a Cocais, onde há igrejas barrocas - dizem que são lindas – todas fechadas e algumas abandonadas.
Até agora não entendi como o Estado e as Prefeituras querem expandir o turismo com o abandono de suas jóias e únicas atrações turísticas.
As mineradoras, a Vale principalmente, levam a riqueza da região e deixam buracos e paisagens lunares. Porque não ajudam a restaurar ou reconstruir as igrejas e as casas antigas? Para elas seria uma migalha diante do que ganham dessa região. Daqui a pouco deixam a região e largam para trás buracos e o meio ambiente doente.







BARROCO


Benedito Franco



Veja o que o amigo Humberto escreveu a meu irmão Darcy:

"Estou aqui neste stress danado; é este barulho das ondas do mar quebrando nestas horríveis areias brancas, onde as gaivotas insistem em bailar ao vento e, às vezes, mergulhando como flechas à procura do sustento... é muito difícil, mas alguém tem que passar por isso, não é mesmo meu amigo?
Veja se consegue tirar uma folga e deixar o acaso protegê-lo aqui em Cabo Frio aonde certamente você vai se distrair..."

Humberto teria outras opções, tão válidas e agradáveis quanto, ou mais cultas.
Estressado pelo barulho das ondas, naquelas areias brancas horríveis, a monotonia das mesmas gaivotas de sempre... a mesma praia, a mesma latinha de cerveja... presumo - monotonia total!
Poderia dar um pulo ali perto, no clima ameno e nas fantásticas paisagens de Teresópolis ou Nova Friburgo... Ou...

Vir para Conselheiro Lafaiete, antiga Queluz de Minas, a terra das violas de Queluz, a 100 km ao sul de Belo Horizonte, Br-040 - Rio-BH, no coração das cidades históricas de Minas - onde estão 70% das artes do Brasil e, aqui na Diocese de Mariana, 70% das artes das Minas Gerais.
Depois de se deslumbrar com a igreja barroca de Nossa Senhora da Conceição de Lafaiete, visitaria Congonhas, com seu Santuário barroco, com as esculturas, em pedra sabão, dos doze Profetas e com as Capelas, com sessenta e seis imagens em cedro em tamanho natural - maiores e melhores esculturas do Aleijadinho - ou as lindas pinturas do Athayde, ou ainda a maravilhosa Romaria. Almoçaria nos ótimos restaurantes, à beira da BR-040.
No dia seguinte, almoçaria na antiga e belíssima Fazenda dos Macacos, onde nasceu o Conselheiro Lafaiete, ou num dos restaurantes típicos de Itaverava, maravilhando-se com a linda igreja barroca e dando um pulo até Catas Altas da Noruega, vendo mais uma igreja barroca linda e bem diferente e digna de se visitar.
Um dia a mais e iria rumo a Tiradentes, passando por igrejas barrocas não menos bonitas que as de São João Del Rei, no Alto Maranhão, Entre Rios de Minas e Lagoa Dourada com seus rocamboles, e a presepial Prados.
Em São João Del Rei, veria inúmeras igrejas barrocas. Na de Nossa Senhora do Carmo, o Cristo Inacabado - escultura em madeira, tamanho natural - assim como o Cristo no alto de um morro, com linda vista da região. Encontraria ainda a majestosa casa e, atrás da majestosa e belíssima igreja barroca de São Francisco, o túmulo do Presidente Tancredo Neves.
À curta distância de São João Del Rei, dormiria numa das numerosas e confortáveis pousadas de Tiradentes. Admiraria a igreja de Santo Antonio, das mais ricas em ouro e prata do Brasil, assim como a casa-museu do Padre Toledo e ainda compraria as inúmeras e artísticas peças de estanho ou prata ou os parrudos móveis coloniais.
Voltaria por Barbacena, entrando em sua igreja barroca, adquirindo, ou ganhando, rosas e mais rosas, comendo morango e apreciando as incontáveis estufas de flores. Uma região primeira produtora de rosas e a segunda maior produtora de flores do país, assim como a primeira de hortifrutigranjeiros de Minas Gerais.
Pela Estrada Real, atravessaria Lafaiete, passaria por Ouro Branco, onde há a bela e rica igreja barroca de Santo Antônio, a 18 km de Lafaiete, no caminho para Ouro Preto. Antes um pouco, há Varginha onde uma das pernas de Tiradentes foi exposta e colocada numa gameleira e, bem perto, em Carreiras, a Casa de Tiradentes, ponto de reunião dos Inconfidentes e descanso para os tropeiros e viajantes.
Subindo a serra de Ouro Branco, um bloco único e imenso de pedra, que emoldura a cidade que lhe dá o nome, admiraria em Itatiaia uma bela igreja barroca; poderá ver os trabalhos em pedra sabão em Santa Rita de Ouro Preto, donde tiraram as pedras para as esculturas dos Profetas de Congonhas, e a incrível Lavras Novas, com sua paisagem infinita. Da Estrada Real, serpenteando as serras, até Ouro Preto, palco de nossa Inconfidência, vislumbram-se pinturas de paisagens quase Alpinas.
Ouro Preto abriga a segunda igreja mais rica em ouro do País, de estilo barroco, a impressionante Matriz de Nossa Senhora do Pilar, a mais requintada, com mais de 500 anjos, inaugurada em 1771, tem mais de 400 quilos de ouro em sua estrutura. A Igreja de São Francisco de Assis, o mais fantástico exemplar do barroco mineiro: foi planejada e esculpida pelo artista Aleijadinho. Outra obra, tão importante quanto as igrejas em um passeio pela cidade, é o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo da América do Sul, assim como o Museu e a Praça Tiradentes, e as Repúblicas dos Estudantes em seus velhos casarões.
Ao lado de Ouro Preto há Mariana, primeira capital mineira, com muitas igrejas lindíssimas - na catedral, um órgão, o mais antigo do Brasil, funcionando, com concertos semanais. Poderá visitar o simpático Zizi Sapateiro, pintor de fama mundial e com muitas pinturas no prédio da ONU.
Se andar mais um pouco por esta região, encontrará artes ímpares, em mais e mais igrejas barrocas em Cachoeira do Campo ou as de Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais, pousando no maravilhoso e antigo Seminário do Caraça.
Voltando por Belo Horizonte, visitaria Santa Luzia e em Sabará as igrejas barrocas cheias de ouro, a inigualável igrejinha de Nossa Senhora do Ó e o não menos notável teatro barroco.
E tem mais: muitas dessas igrejas são projetos e construções do próprio Aleijadinho - e algumas do também construtor, seu pai.
As cidades históricas transpiram cultura, beleza e arte.
Viu que a troca vale a pena?... Viu quantos "muitos", "inumeráveis", "lindas", "igrejas barrocas", "maravilhosos", "fantásticos", "história" etc.!
Tudo isso em cima de uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo! Poderão ser admiradas durante quase todo o percurso! E as paisagens?... Demais!
E ainda... voltará doutor em Aleijadinho!...
Não é uma troca... É uma soma.

domingo, 2 de agosto de 2009

Homenagem necessária aos padres palotinos e à Nossa Senhora


HOMENAGEM NECESSÁRIA AOS PADRES PALOTINOS



Ao descortinar os séculos XVIII e XIX, no seu contexto social e político, é fácil perceber que nem a Igreja e nem os chamados líderes da época estavam dispostos a aceitar essa nova maneira de tratar os leigos como seus iguais e cooperadores, em prol do renascimento da evangelização. Tanto que não encontramos dados que demonstrem que Pallotti, enquanto vivo, tenha conseguido, apesar de algumas pequenas vitórias, alcançar seus objetivos. Muitos foram os fracassos e por muito pouco a Sociedade do Apostolado Católico (SAC) não se desintegrou por completo, ganhando vida somente no final do século XIX e início do XX. Ela se manteve graças à fibra dos seus adeptos e da graça do Espírito Santo.
Frente a este quadro, seria de imaginar se os novos representantes do clero, formados pela SAC, estariam imbuídos e teriam a consciência do intuito de Vicente Pallotti. Mais necessariamente se eles saberiam como colocar em prática essas idéias. Percebe-se que nossas interrogações encontram respostas nas andanças do Pe. Carlos Probst. Ele foi o Vicente Pallotti aqui no Norte do Paraná e tem mais: foi um bandeirante que não procurava ouro e nem mão-de-obra indígena. Foi um apóstolo de Deus.
O Norte do Paraná, no princípio da colonização, era carente de tudo, não havia estradas, médicos ou escolas. A vida era difícil para todos. Os padres que lá se encontravam tinham como objetivo aliviar uma das carências desse povo: a espiritual. Acompanhando as aventuras de “nosso amigo” Pe. Probst, vê-se que a prática é reconhecida no momento em que esses homens, representantes da Igreja, andaram em lombo de mulas, enfrentando todo o tipo de adversidade, tempo, animais, homens e outras dificuldades, portanto, foram antes de tudo pessoas fortes e admiráveis pela sua coragem. Também não se pode deixar de avaliar de que um dos objetivos, como dito antes, não foi esquecido, o de levar a Igreja aos fiéis. Para o bom cristão e intérprete das pegadas de Cristo, ficou evidente que os fiéis (leigos) trabalharam em parceria com o clero (Padres Palotinos) no Norte do Paraná, entre 1920 a 1940. Embora os palotinos tenham desenvolvido um estilo de vida muito próximo da vida de um convento, tendo em vista sua auto-suficiência, eles saíram fora das quatro paredes de sua clausura para realizar os reais motivos que Vicente Pallotti deixou como sendo suas boas intenções, ou seja, que as tarefas religiosas das comunidades não ficassem somente a cargo do sacerdote (NARDINI, 2002).
NOSSA SENHORA APARECIDA E AS VÁRIAS NOSSAS SENHORAS.
Cada vez que se adentra a igreja matriz Nossa Senhora Aparecida de Mandaguari, observa-se que este monumento porta a História de nosso povo. Ali estão as lembranças e as graças recebidas por todas as missas e liturgias celebradas – registra-se “a primeira missa rezada, em 6 de janeiro de 1939 pelo Pe José Kandziora na capelinha de Lovat” (PROBST, s/d), bem como a última missa ou simplesmente o último momento em que se permanece no interior desta igreja contemplando a Jesus e sua Mãe. Confessa-se que a pessoa piedosa observa atentamente a Nossa Senhora da nave central e pode ver nela uma enorme leveza que expressa a graça, o perdão, a harmonia, a paz, a luz, o entendimento, a sabedoria e tantas maravilhas que transcendem a sua humilde vida terrena – os sacramentos, do Batismo à Unção dos Enfermos, são derramados pelas mãos da Virgem Imaculada da Conceição Aparecida. Pelo Clero que severamente veio dirigindo nossa gente, desde a condição de capela, através do Vigário de Arapongas, Pe. Bernardo Merkel (PROBST, s/d), no período de 1938 a 18 de dezembro de 1943. Nesta data, o povo de Deus de Mandaguari passou da condição de capela para paróquia. Muitos líderes religiosos foram postos aqui pela Congregação dos Padres Palotinos, começando em 17 de março de 1944, com o Padre Antonio Lock e que tem a sagrada continuidade ministerial com o então Padre Antonio Radigondas – 2009. A Mãe Aparecida é a imagem e semelhança de uma mulher grávida, prestes a dar à luz ao filho Jesus, esta continua a proteger seus filhos e a pisar forte para que o dragão não devore os bons propósitos dos filhos que estão surgindo.
A visão da Mulher e do Dragão que é posta na nave da igreja Nossa Senhora Aparecida é muito forte. A mulher vem de uma outra dimensão e se apresenta como quem vem para delegar ordens e ao mesmo tempo cumprir uma missão. A cada vez que um filho de Deus a observa, procura ver algo a mais, além da aparência da imagem refletida nos pequenos mosaicos. Os que rezam, prostrados piedosamente diante dela, ela reza com eles, ilumina seus pensamentos e os enche de uma coragem que eles não encontram em outro lugar e objeto. Para perceber melhor o quadro posto a nossos olhos, podemos encontrá-lo no livro de Apocalipse. O autor sagrado extraiu de forma profética, real e muito segura para os que têm fé, aquilo que se vê apenas de forma imaginária:
Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas; estava grávida e gritava, entre as dores do parto, atormentada para dar a luz. Apareceu então outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e sobre as cabeças sete diademas; sua cauda arrastava um terço das estrelas do céu, lançando-as para a terra. O Dragão colocou-se diante da Mulher que estava para dar a luz, a fim de lhe devorar o filho, tão logo nascesse. Ela deu à luz um filho, um varão, que irá reger todas as nações com um cetro de ferro. Seu filho, porém, foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono, e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe havia preparado um lugar em que fosse alimentada por 1260 dias (BIBLIA DE JERUSALÉM, Ap 12, 1-6).
O autor de Apocalipse continua a narrar o fato e afirma que Miguel Arcanjo e seus anjos guerrearam contra o Dragão. Apesar da fortaleza do Dragão e da astúcia de seus anjos, eles foram derrotados, de tal forma a serem expulsos do céu. Este dragão é a antiga serpente, o Diabo, Satanás, Demônio ou tentação do povo – foram expulsos e vieram habitar a terra. Depois da expulsão do dragão e de seus anjos, a salvação, a realeza de Deus e a autoridade de Cristo confortam a todos os irmãos. Apesar de a salvação aí estar e de a Mulher – nossa Mãe nos proteger sempre – o Dragão continua então “a guerrear contra o resto de seus descendentes, os que observam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus” (BIBLIA DE JERUSALÉM, Ap 12, 1-6). Os que crêem no sangue do Cordeiro e na palavra de seu testemunho, desprezam a própria vida até à morte e vivem em efervescente alegria – como se tudo fosse uma interminável liturgia – sem lugar e ocasião para recriar o ódio e reviver o Dragão e seus anjos.
A Igreja Universal que ora é pensada – figurada na Mulher celestial que os cristãos católicos reverenciam e que está grávida do Filho de Deus é a nossa mãe – nada mais é que a nossa sociedade particularizada na Matriz Nossa Senhora Aparecida de Mandaguari.
A instituição a que se faz referência, não é uma igreja imaginária – por excelência espiritualizada e convertida, transformada em seus modos de se apresentar e de agir – porque seus participantes estão em um mundo material e por sinal constituído por homens e mulheres que alimentam desejos e ainda não aprenderam a crer e a ouvir a voz verdadeira que vem do céu e que proclama: “Agora realizou-se a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo: porque foi expulso o acusador dos nossos irmãos” (BIBLIA DE JERUSALÉM, Ap 12, 1-6).
Os cristãos que amam Maria começam a compreender que existe uma ligação muito forte da realidade profetizada em o Apocalipse com a sensibilidade cristã dos colonizadores que vararam o sertão paranaense e de Londrina miraram sem vacilo o local que ora é imortalizado para o culto divino da Mãe Aparecida. O espaço desta igreja não é um lugar qualquer – o profano -, mas sim o lugar do sagrado, ora defendido pelos herdeiros da Mandaguari convertida.
Os pesquisadores marianos ensinam que Maria é venerada porque se fez a humilde serva do Senhor e por isso é cultuada no mundo inteiro com os mais diferentes nomes que os seus admiradores lhe conferem. Através de nossassenhoras. Sites.uol.com.br, aprende-se muito e pode-se venerar Maria, através de suas expressões culturais. Maria, segundo a
Bíblia, é a mãe de Jesus Cristo. A fonte para o conhecimento da Virgem Maria é o Novo Testamento (Evangelhos, Atos dos Apóstolos e carta aos Gálatas), que traz seu nome na forma grega, Marían, correspondente ao hebraico Miryam, cujo significado é incerto. Encontra-se maior número de informações a seu respeito nos evangelhos de Lucas e Mateus, que dedicaram mais espaço à infância de Jesus. Além dos dados, na verdade escassos, fornecidos pelos Evangelhos, a tradição cristã extraiu outros dos Evangelhos apócrifos, por exemplo, os referentes à infância de Jesus.
O Novo Testamento ensina que Maria era uma mulher humilde do povo hebreu. Era uma pessoa concreta, historicamente verossímil e longe de ser uma invenção fantasiosa. Os dados estritamente biográficos derivados desse texto dizem que era uma jovem de bela estatura. Nasceu provavelmente em
Jerusalém, casou-se com José que era pertencente à tribo de Judá e descendente do Rei David, passando a morar em Nazaré, uma aldeia da Galileia, da qual saiu para submeter-se ao recenseamento em Belém, por ser esta, a terra de seu esposo José.
Na época de
Herodes, conforme as profecias bíblicas, deu à luz um menino, que foi chamado de Jesus. Devido à tirania do rei Herodes, Deus deu ordem, por intermédio de um anjo, a José, mandando que ele, Maria e o menino fossem primeiro para o Egito e depois procurassem refúgio em Nazaré. De acordo com a tradição, os seus pais foram Joaquim e Ana. O lugar que Maria ocupa na Bíblia é discreto: ela está totalmente em função de Cristo e não por si mesma. Contudo, os dados que as Sagradas Escrituras nos fornecem garantem que Maria era a virgem que gerou o Salvador Jesus Cristo.
Nossa Senhora é um Título dado pela Igreja Católica a Maria, mãe de Jesus Cristo. De acordo com a tradição católica, a Senhora concebeu sem pecado, tendo permanecido sempre virgem.
Em todos os países católicos registra-se grande devoção pela mãe de Jesus. No
Brasil,, essa devoção, é expressa em grandes tradições como a de Nossa Senhora de Nazaré na região Norte, e a de Nossa Senhora de Aparecida, no Sudeste. Nossa Senhora Aparecida, quando da Revolução de 1930, foi proclamada nesse mesmo ano como Rainha e Padroeira do Brasil, na presença de autoridades eclesiásticas e do então presidente Getúlio Vargas. Para incentivar a sua devoção, na década de 1950 foi inaugurada a Rádio Aparecida, em 1999 foi instituída a Campanha dos Devotos e, no dia 8 de Setembro de 2005, inaugurou-se a TV Aparecida.
Assim como nas igrejas orientais, ortodoxas ou não, no
catolicismo romano, Maria é venerada (culto de hiperdúlia) sob inúmeros epítetos que serão destacados a seguir.

A HONRA DE SER AVALIADOR DO MEC

A IES E O AVALIADOR: A HONRA DE ESTAR EM ALGUM LUGAR DO BRASIL
Professor Afonso de Sousa Cavalcanti

A avaliação é a chave para autorizar e reconhecer as IES e seus cursos.
O Brasil precisa investir mais para atender melhor e atingir a qualidade mínima no atendimento educacional. Em recente encontro em Brasília, entre os dias 15 e 17 de abril do corrente ano, o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) informou que existem no País 2.300 IES, atendendo a 22.000 cursos de educação superior e suprindo a demanda de 5.000.000 de alunos. O atendimento ainda está muito longe de ser o bastante, pois corresponde a menos de 12% da juventude entre 18 e 23 anos. Os diversos órgãos ligados ao MEC, assim descritos: INEP, CONAES, CNE, SESU, SETEC. SEED, CTAA e outros, precisam de delegados que possam ir aos quatro cantos do país e atendam as reivindicações das várias instituições que querem participar da educação com qualidade. Tais delegados são denominados AVALIADORES. A IES que tem um avaliador deve se sentir honrada porque passa a ser vista e reconhecida na capital de seu país. O encontro de 15 a 17 de abril de 2009 me conferiu o entendimento de “qual é o papel do avaliador” e sobre isto quero relatar sucintamente a seguir.
O avaliador tem a honra de executar a tarefa singular, com os seguintes objetivos:
a) desempenhar a função delegada pelo MEC (INEP, no âmbito da avaliação); b) participar da consolidação da cultura de avaliação na graduação; c) contribuir para o aprimoramento das instituições e dos cursos. Para tanto, o avaliador se torna um sujeito público com o seguinte compromisso: garantir a credibilidade do processo de avaliação e da correta imagem das instâncias e das pessoas envolvidas.
Para ser avaliador, o MEC cobra postura e determina que o perfil do docente avaliador deva moldar-se nos seguintes atributos: competência acadêmica; postura ética ilibada; espírito público e urbanidade; domínio dos procedimentos de avaliação; cordialidade e bom senso. A urbanidade, a postura ética e o domínio dos procedimentos de avaliação exigem as seguintes atitudes do avaliador: primar pela qualidade dos relatórios de avaliação e, portanto, afastar-se de atitudes reguladoras (cobrar mudanças nos projetos de curso); não fazer avaliações de cunho regulatório, prestando assessorias; preservar o sigilo das informações; evitar entrevistas ou exposições na mídia sobre a função que foi exercida pelo avaliador.
Ao participar deste encontro de capacitação em Brasília confesso que pude refletir sobre a realidade do funcionalismo público brasileiro. Na sua quase totalidade, os professores e técnicos deste encontro atuam em universidades estaduais e federais. A maioria participa no quadro de carreira de 40 horas semanais, mais carga horária de tempo de dedicação exclusiva. Fiquei chateado de ouvir de muitos que eles não cumprem a carga horária, não assinam o ponto diário e não se dedicam como devia ao ensino, pesquisa e extensão. Em outras palavras: não vestem a camisa da real educação que buscamos.

ORDENS E CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS CATÓLICAS

Afonso de Sousa Cavalcanti

1. Princípios fundamentais:

As ordens e congregações religiosas católicas surgiram nos primeiros séculos da Era Cristã. São diversas as organizações de homens e mulheres dedicados às mais diferentes atividades pastorais e religiosas. Estas instituições têm seus fundadores, ideologias e seguidores e por isso constituem, na Igreja, verdadeiras comunidades cristãs, de homens e mulheres, que se uniram pela causa do Evangelho.
A Igreja Católica utiliza a sigla da ordem ou congregação religiosa logo após o nome do religioso ou da religiosa. Estas letras representam as iniciais da designação latina da organização.
Citam-se a seguir as principais ordens religiosas e congregações católicas que estão espalhadas nos cinco continentes. Em especial, nesta pesquisa, quer-se afirmar que a Congregação Palotina soma amor, entusiasmo, doação, fé e piedade com todas as demais instituições religiosas que,seguindo seu fundador, têm sua sustentação histórica nos votos de pobreza, castidade e obediência.
Explica-se: o homem (em caso específico para ser padre, monge ou irmão leigo) e a mulher (em caso específico para ser freira), que ao deixarem seus familiares para ingressar numa ordem ou congregação religiosa, estes renunciam da vida do mundo exterior para abraçar a causa evangélica. Os que escolhem este modo de viver, o fazem impelidos por algo muito forte e especial, pois atendem à vocação religiosa.
Os votos de pobreza, castidade e obediência representam para aqueles eleitos de Deus, ao mesmo tempo o sacrifício e a fortaleza vitais para que estes suportem com fé, amor e piedade o novo processo civilizatório interno e externo da instituição à qual passam a fazer parte como membro do apostolado católico. Deus deu a Adão e Eva e à sua posteridade toda a Terra, com todas as suas maravilhas, recursos e riquezas e determinou: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra” (Gen. 1, 28). Homens e mulheres que atendem ao chamado de Deus, para a vida religiosa, estes renunciam ao direito natural de poderem multiplicar, constituir família e gerar filhos. Poderiam atender à ordem moral da Humanidade que estipula ser obrigação dos homens e mulheres o sagrado direito de procriar, atendendo à coletividade. Aqueles que decidiram abraçar a vida religiosa optaram moralmente, não pela ordem determinante da coletividade, mas pelo direito individual de renunciar à possibilidade da procriação. Individualmente, não estão obrigados a ter filhos, a continuar a espécie humana. Se assim procedem, deixam simplesmente de serem guiados pelas leis civis e se submetem ao Direito Canônico e determinações particulares de suas ordens e congregações religiosas. Os votos de pobreza, castidade e obediência indicam aos homens e mulheres seu novo estado de conversão: saem do vértice do mundo material, com todos os direitos e deveres de multiplicação e participação da ação civilizatória, fazendo com que a espécie humana tenha sua continuidade, em especial no processo humano que não pode e não deve ser realizado sem o entendimento, baseado em valores vitais, úteis, agradáveis e necessários, sem a sensibilidade, fundada na vitalidade, em que o homem e mulher se completam e se ajudam física e intelectualmente. Homens e mulheres, unidos por suas vontades como responsáveis pela continuidade da Humanidade, juntam seus esforços e transformam os recursos em riquezas materiais e dão graças ao seu Criador, a unidade familiar, consagrada a Deus pelo matrimônio, conforme determina o Cristianismo.
De acordo com os esclarecimentos do parágrafo anterior, os votos de pobreza, castidade e obediência, assim devem ser definidos:
a) a pobreza corresponde ao desapego a todos os bens materiais. O religioso, membro de uma ordem ou congregação religiosa, individualmente nada possui. Ao fazer o voto de pobreza, este renuncia, perante à Igreja e à sua instituição religiosa, ao direito natural de ter propriedade. Transfere seu direito de ter para seus superiores e para a Igreja, pois escolheu a missão de ser religioso. Ao mudar de comunidade, o sujeito religioso não transporta nenhuma escritura de propriedade. Apenas leva suas poucas ferramentas de ordem cultural que adquiriu com seus esforços pessoais;
b) a castidade indica ao religioso a condição de renunciar ao direito e ao dever de se multiplicar, enquanto membro da espécie humana, pois a nova ordem social (o novo estado de conversão) que por ele foi escolhida não compactua com a ordem social dos homens (o mundo lá fora). A velha ordem que continua é composta por homens e mulheres. A nova sociedade do eleito é formada apenas ou por homens (no caso dos padres, monges e irmãos religiosos) ou por mulheres (freiras ou irmãs religiosas), que entre si mantêm a ordem ou a congregação religiosa;
c) a obediência é o resultado da compreensão que é fruto do entendimento e da sensibilidade, obrigatoriamente oriundos do estado religioso. Não tem sentido a obediência sem que se pense o estado religioso e este por sua vez segue o princípio hierárquico, daí o nome Ordem ou Congregação Religiosa. O ato de obedecer implica em determinação maior que vem da hierarquização social. No caso das ordens e congregações, a obediência aos superiores reveste-se de algo transcendente. O religioso obedece a seus superiores pelo simples fato de compreender que se definiu pelos ditames da ordem natural: “Faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti”(HOBBES, 1983) e também por inspiração divina, conforme se lê: “Tudo aquilo que queres que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt. 7,12).

2. Algumas Siglas, determinadas pelas línguas latina e portuguesa, de ordens e congregações religiosas católicas espalhadas por todo o mundo:
AA: Pia Societas Presbyterorum ab Assumptione; Augustiniani ab Assumptione; Assumptionistae; Congregação dos Agostinianos da Assunção; Pia Sociedade dos Padres da Assunção; Assuncionistas.
ABA: Monachi Antoniani Benedictini Armeni; Ant; Monges Antonianos Beneditinos Armênios; Antonianos.
ACJ: Ancillae Sacri Cordis Iesu; Servas do Sagrado Coração de Jesus.
AD: Ancillae Domini; Pauperes Iesu Christi Ancillae; Dernbach; Servas do Senhor; Congregação das Servas Pobres de Jesus Cristo, de Dernbach.
BS: Basiliani Melchitae Sanctissimi Salvatoris; Basiliani Melkitae Sanctissimi Salvatoris; Ordo Basilianus Sanctissimi Salvatoris Melkitarum; Arrouhbaniat Albassiliat Almoukhalissiat; Basilianos Melquitas de São Salvador.
CASH: Clerici Apostolici Sancti Hieronymi; Jesuatae; Clérigos Apostólicos de São Jerônimo; Jesuatas.
CB:Christian Brothers; Fratres Scholarum Christianarum de Hibernia; FSCH; Irmãos das Escolas Cristãs da Irlanda.
CCVI: Congregatio Caritatis Verbi Incarnati; Congregação da Caridade do Verbo Encarnado.
CDC: Congregatio Presbyterorum Saecularium a Doctrina Christiana; Doctrinarii; Congregação dos Padres Seculares da Doutrina Cristã; Doutrinários; Congregação da Doutrina Cristã.
CFA: Congregatio Fratum Alexianorum; Cellitarum; Fal; Congregação dos Irmãos Aleixanos; Irmãos Celitas; Celitas.
CFC: Congregatio Fratrum a Caritate; Bigi; Congregação dos Irmãos da Caridade; Bigi.
CFMI: Congregatio Filiorum Mariae Immaculatae; Brescia Pavoniani; Congregação dos Filhos de Maria Imaculada; Pavonianos de Bréscia.
CFP: Congregatio Fratrum Pauperum Tertii Ordinis Sancti Francisci Seraphici (Aachen):Congregação dos Irmãos dos Pobres de São Francisco Seráfico (de Aachen.
CFV: Congregatio Fratrum a S. Vincentio a Paulo; Congregação dos Religiosos de São Vicente de Paulo; Congregação dos Irmãos de São Vicente de Paulo.
CFX: CongregatIo Fratrum a SFrancisco Xaverio; Congregação dos Irmãos de São Francisco Xavier.
CFS: Congregatio Fraternitatis Sacerdotalis; Congregação da Fraternidade Sacerdotal.
CICM: Congregatio Immaculati Cordis Mariae; Scheut; CIM; CSCM; Congregação do Imaculado Coração de Maria; Missionários de Scheut.
CJ: Congregatio Josephitarum; Institutum Josephitarum Gerardimontensium; Instituto dos Josefinos; Josefinos da Bélgica.
CJM: Congregatio Iesu et Mariae; Eudistatarum; Eud; Congregação de Jesus e de Maria; Eudistas.
CM: Congregatio Missionis; Lazaristae; Vincentiani; CMiss; CMV. Congregação da Missão; Lazaristas; Vicentinos.
CMF: Congregatio Missionariorum Filiorum Immaculati Cordis Beatae Mariae Virginis; Cordis Mariae Filii; Claretiani; Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria; Claretianos.
CMI: Congregatio Fratrum Carmelitarum B.V. Mariae Immaculatae; Congregação dos Carmelitas de Maria Imaculada.
CMM: Congregatio Missionariorum de Mariannhill; Congregação dos Missionários de Mariannhill.
CMSF: Congregatio Missionaria Sancti Francisci Assisiensis (Mount Poinsur, India); Congregação Missionária de São Francisco de Assis; Irmãos Missionários de São Francisco de Assis.
CO: Confoederatio Oratorii Sancti Philippi Nerii; Congregação do Oratório; Oratorianos; Confederação do Oratório de São Filipe Néri.
COSJ: Congregatio Oblatorum Sancti Joseph (Asti); Congregação dos Oblatos de São José de Asti.
CP: Congregatio Passionis Iesu Christi; Congregatio Clericorum excalceatorum Sanctissimae Crucis et Passionis Domini Nostri Iesu Christi; Passionistae; Congregação da Santíssima Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; Passionistas; Clérigos Descalços da Santíssima Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; Congregação da Paixão de Jesus Cristo.
CPO: Congregatio Piorum Operariorum; Calasanctini; COP; CP Op.; SPO; Congregação dos Operários Pios; Calasantinos.
CPPS: Congregatio Missionariorum Pretiosissimi Sanguinis; Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue.
CPPS: Congregatio Presbyterorum a Pretiosissimo Sanguine; CMPS; PPS; MPPS; Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue; Missionários do Preciosíssimo Sangue.
CPSB: Congregatio Presbyterorum Sancti Basilii de Toronto; Congregação dos Padres de São Basílio de Toronto.
CR: Ordo Clericorum Regularium; Theatinorum; Ordem dos Clérigos Regulares; Clérigos Regulares de São Caetano de Thiene; Teatinos.
CR: Congregatio a Resurrectione Domini Nostri Iesu Christi; Resurrectionistae; Congregação da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo; Ressurreicionistas.
CRL: Congregatio Sanctissimi Salvatoris Cannonicorum Regularis Lateranensis; Cônegos Regulares Lateranenses; Ordem dos Cônegos Lateranenses.
CRSA: Ordo Canonicorum Regularium Sancti Augustini; Sacer et Apostolicus Ordo Canonicorum Regularium Sancti Augustini; Confederação dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho.
CRSP: Congregatio Clericorum Regularium Sancti Pauli Decollati; Barnabitae;Barnabitarum; Paulani; Barn; CBarn; Obarn; Ordem dos Clérigos Regulares de São Paulo; Barnabitas.
CS: Congregatio Scalabriniana; Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeu; Scalabrinianos.
CSS: Congregatio Presbyterorum a Sanctissimis Stigmatibus; CSS; Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Estigmatinos.
CSSP: Congregatio Sancti Spiritus sub tutela Immaculati Cordis Beatissimae Virginis Mariae; Congregação do Espírito Santo; Missionários do Espírito Santo; Espiritanos.
CSsR: Congregatio Sanctissimi Redemptoris; Redemptoristae; CSsR; Congregação do Santíssimo Redentor; Redentoristas.
CVS: Sodalitas Clericorum Parochialium; Congregatio Clericorum Parochialium; Catechistarum S. Viatoris; Sodalício dos Clérigos Paroquiais; Clérigos Paroquiais; Clérigos de São Viator; Catequistas de São Viator.
DC: Congregatio Patrum Doctrinae Christianae; Congregação dos Padres da Doutrina Cristã; Doutrinários.
FDP: Fratrum Opus Divinae Providentiae; Parvum opus Divinae Providentiae; Congregação da Pequena Obra da Divina Providência; Filhos da Divina Providência; Pequena Obra da Providência Divina; Orionitas.
FMS: Institutum Fratrum Maristarum a Scholis; Institutum Parvulorum Fratrum Mariae (PFM); Fratrum Maristarum Scholarum; Instituto dos Irmãos Maristas das Escolas; Irmãos Maristas; Irmãozinhos de Maria; Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria; Maristas.
IMC: Institutum Missionum a Consolata (Turim); Instituto da Consolata para as Missões Estrangeiras; Instituto das Missões da Consolata de Turim; Padres da Consolata.
MCCJ: Missionarii Comboniani Cordis Iesu; MCCI; Congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus; Combonianos.
MS: Missionarii Dominae Nostrae a La Salette; Congregação dos Missionários de Nossa Senhora da Salette.
MSC: Missionarii Sacratissimi Cordis Iesu; Sociedade dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus.
MSF: Congregatio Missionariorum a Sancta Família; Congregação dos Missionários da Sagrada Família.
OAD: Ordo Fratrum Eremitarum Discalceatorum Sancti Augustini; OSAD; OEDSA; Ordem dos Agostinianos Descalços; Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.
OAR: Ordo Augustinianorum Recollectorum; Ordo Recollectorum S. Augustini; ORSA; Ordem dos Agostinianos Recoletos; Agostinianos; Recoletos de Santo Agostinho.
O.Carm: Ordo Fratrum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Antiquae Observantiae; Calceatorum; CC; Carm. C.; OC; OCAO; OCC; Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas; Carmelitas Calçados; Carmelitas da Antiga Observância.
OCD: Ordo Fratrum Discalceatorum Beatissimae Mariae Virginis de Monte Carmelo; Ordo Fratrum Carmelitarum Discalceatorum; CD; Carm. D.; O. Carm. Disc; Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo; Ordem dos Carmelitas Descalços; Carmelitas Descalços.
O. Cart.: Ordo Cartusiensis; Ordo Cartusianus; Carth.; Ord. Cart.; Cart. (francês: Chartreux, chartreuse); Ordem Cartusiana; Ordem da Cartuxa; Religiosos da Cartuxa; Cartusianos; Cartuxos; Monges e Monjas Cartuxos.
O. Cist: Ordo Cisterciensis; Ordem de Cister; Ordem Cisterciense; Cistercienses.
OCSO: Ordo Cisterciensis Strictioris Observantiae; Ordem Cisterciense da Estrita Observância; Trapistas.
OdasM: Ordo Beatae Mariae Virginis de Mercede Redemptionis Captivorum; Mercedarii; Merc.; OBMV; O. de M; Ordem de Nossa Senhora das Mercês; Mercedários.
OFM: Ordo Fratrum Minorum; Ordem dos Frades Menores; Franciscanos.
OFM Cap: Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum; Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Capuchinhos.
OFM Conv: Ordo Fratrum Minorum Conventualium; Ordem dos Frades Menores Conventuais; Conventuais.
OLM: Ordo Libanensis Maronitarum; Ordem Libanesa Maronita; Baladitas.
OM: Ordo Minimorum; Paulani; O. Minim; Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula; Ordem dos Mínimos; Paulanos, Mínimos.
O. Min.: Ordo Minimorum S. Francisci Assisisensis; FM; OM; Ordem dos Menores de São Francisco de Assis.
OMM: Ordo Maronita Beatae Mariae Virginis; Ar-Rouhbanyat Al-Marounyat Liltoubawyat Mariam Al-Azra; Ordem Maronita da Bem Aventurada Virgem Maria.
OP: Ordo Praedicatorum; Ordo Fratrum Praedicatorum; Dominicani; O. Pr; Ordem dos Pregadores; Dominicanos.
O. Praem: Candidus et Canonicus Ordo Praemonstratensis; Ordo Praemonstratensis; CRP; Com. R. P.; Pr ; Ordem Premonstratense; Premonstratenses; Frades Regulares de Prémontré; Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses; Norbetinos; Cônegos Brancos.
OSB: Ordo Sancti Benedicti; Ordem de São Bento; Beneditinos.
OSBM: Ordo Sancti Basilii Magni; Ordo Basilianus Sancti Iosaphat; Bas.; O. Bas.; O. S. Bas; Ordem de São Basílio Magno; Ordem Basiliana de São Josafat.
OSC: Canonici Regulares Ordinis S. Crucis; Ordem da Santa Cruz; Padres Crúzios; Cônegos Regulares da Ordem da Santa Cruz; Padres e Irmãos Crúzios; Crúzios.
OSJ: Congregatio Oblatorum Sancti Ioseph, Astae Pompejae; Congregação dos Oblatos de São José; Josefinos de Asti.
OSM: Ordo Servorum Mariae; Servitae; OSBMV; O. Serv; Ordem dos Servos de Maria; Servitas.
PIME: Pontificium Institutum pro Missionibus Exteris; Pontificium Institutum Mediolanense pro Missionibus Exteris; Pontifício Instituto das Missões; Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras; Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras de Milão; Instituto Pontifício dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e dos Santos Ambrósio e Carlos para as Missões Estrangeiras; PIME.
PSDP: Congregatio Pauperum Servorum Divinae Providentiae; Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência; Calabrianos.
PSP: Missionalis Societas Sancti Pauli; MSSP; Sociedade dos Missionários de São Paulo
SAC: Societas Apostolatus Catholic; Pallottini; Sociedade do Apostolado Católico; Palotinos (destaque nosso).
SCJ: Congregatio Sacerdotum a Sacro Corde Iesu; CCJ; SCI; Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus; Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus; Dehonianos.
SCJ: Congregatio Sacratissimi Cordis Iesu; Congrégation du Sacré-Coeur; Pères de Timon David; Congregação do Sagrado Coração; Padres de Timon David.
SDB: Societas Sancti Francisci Salesii; Sociedade de São Francisco de Sales; Salesianos de Dom Bosco; Sociedade Salesiana; Salesianos.
SdC: Congregazione dei Servi della Carità (italiano); Servos da Caridade; Obra de Dom Guanella.
SDN: Congregatio Sacerdotum B. M. V. SSmi. Sacramenti; Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; Instituto dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora; Instituto dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; Sacramentinos de Nossa Senhora.
SDS: Societas Divini Salvatoris; Salvatoriani; Sociedade do Divino Salvador; Salvatorianos.
SJ: Societas Iesu; Jesuitae; Companhia de Jesus; Jesuítas.
SSCC: Congregatio Sacrorum Cordium Iesu et Mariae necnon Adorationis Perpetuae Ss. Sacramenti Altari; Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento; Congregação dos Sagrados Corações; Congregação de Picpus; Padres de Picpus.
SSS: Congregatio Ssmi Sacramenti; Congregatio Presbyterorum a Ssmo. Sacramento; Congregação do Santíssimo Sacramento; Sacramentinos.
SVD: Societas Verbi Divini; Congregação do Verbo Divino; Missionários do Verbo Divino Verbitas.
TOR: Tertius Ordo Regularis Sancti Francisci; Tertius Ordo Regularis Sancti Francisci Assisiensis; Terceira Ordem Regular de São Francisco ("http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordens_e_congrega%C3%A7%C3%B5es_religiosas_cat%C3%B3licas).

Nota importante:

A igreja católica precisa do padre e dos demais religiosos para a realização de suas liturgias e cuidados especiais com a fé de seus adeptos. Desta forma, a Igreja, como instituição milenar, esta sobrevive de contribuições, de orações e de participações de seus obreiros. Resta-nos refletir sobre os cuidados especiais com as famílias católicas, com os sacramentos que as alimentam e repensar o quanto cada cristão pode e deve contribuir para a formação de seus religiosos e religiosas. De minha parte, faço um forte lembrete: em cada hora que o cristão católico ouvir o sino tocar, concentre-se em Deus e reze pelo menos uma Ave Maria para as vocações sacerdotais e religiosas. Deus ouvirá e proverá! (Nota do autor).