sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ausência

Para minha Filha.

Tua ausência obsta-me o adormecer
E aos meus sonhos sóbrios embaralha,
Lembrança doce, amarga, oh! cruel batalha,
Retorce minh’alma angustiada a gemer.

Sangram-me fel em dias enfadonhos
As lágrimas ardentes que em meu rosto espalha
Ver teu desespero, de saltar muralhas,
A distância e o tempo, oh! monstros medonhos.

Pior é o alerta de que a vida passa
E que por tua ausência faz-se empobrecida.
Quiçá me tenha ela sido merecida
Ou então por ti, para que volte à graça.

Tomara Deus me alongue mais os anos
Pra te ver feliz com o retorno à vida
E sentir de todos ser a mais querida,
Conquistar com louros os teus novos planos.

Que esse interstício seja de esperanças
De memórias boas, nunca as amargas.
Que o relógio corra, vou lhe dando as cargas,
Hemos de aguardar, não somos mais crianças.

                             .........
COMENTÁRIO


Professor Eduardo Humberto de Carvalho, com vasto conhecimento de Literatura, Gramática e Linguística, tendo atuado por anos no magistério (Ensino Superior e Médio), escreveu:

"Os textos de arte literária se diferenciam, sobremaneira, de outros textos. Há elementos intrínsecos a eles que nos permitem efetuar esta diferenciação quais sejam: a linguagem, o conteúdo, a criatividade e a originalidade. No poema “A ausência”, estes requisitos estão muito presentes. Agrega-se, ainda, a seleção vocabular que incorpora à literariedade do texto.
Mas, o que me chama atenção é, sobretudo, a carga emocional do poema. Não é emoção vazia e gratuita. Ela se torna prenhe de uma carga emocional profunda, e paradoxal repleta de “lembranças doce e amarga” que a “distância e o tempo” não podem mitigar.
A certeza da transitoriedade da vida - tempo recorrente do fazer poético – faz-se presente com maestria, precisão e espontaneidade e traz, em seu bojo, aquilo de que todos nós carecemos para continuarmos a nossa jornada: a esperança – muito embora não sejamos mais “crianças”.

Eduardo Humberto"





sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um brinde de Nathan de Castro

Senhora Solidão

                          Nathan de Castro

Senhora Solidão, aceite o abraço
deste poeta amigo e de um só tema.
Venha dançar comigo no compasso
descompassado e aflito do poema.

Valsando a madrugada, a vida passa
no ritmo envolvente das serestas.
senhora Solidão, permita a graça
deste velho bolero sem orquestras.

Dona de mim, eu quero esse perfume
e o ombro nu com cheiro de pecado.
Dois pra lá, dois pra cá, corpos em lume

incendiando a noite da cidade.
Senhora Solidão, não me acostume
na dança atrapalhada da saudade.


(Nathan produz sonetos aos cântaros. Este está inserto em
IDDI noites de sonetos & rabiscos
Scortecci Editora)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eterna jovem musa

Dema



O mundo passa,
A fila anda,
Eu fico.
Sobrevivo.
Ela aparece,
Também fica,
Vive,
Amadurece.
Bela sempre,
Em cultura cresce.
Silhueta estelar,
Alma gêmea,
Vê-la me
Rejuvenesce.
De século um quarto
Mensura o tempo
Em ordem a ocuparmos o espaço.
Pólos inversos,
Quais ímãs
Se atraem,
Se fundem
No semi-eterno
humano ser.
O coração põe palavras na boca,
A alma geme a angústia do tempo
Pudéssemos nascer novamente,
A solidão, louca,
Outras trilhas vagaria
E, dementes,
Os deuses tornariam
Perene
Um novo presente.
Ama, amém!!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A felicidade

Por muitos anos equivoquei-me quanto ao conceito de felicidade. Interpretando-a como a meta principal do ser humano, imaginava-a como um estado eterno de êxtase prazeroso. Hoje, todavia, entendo que este êxtase permanente consumiria todas as energias ou seria enfadonho tanto que deixaria de ser desejável.
Foi então que descobri que a felicidade não passa de momentos agradáveis que se sobrepõem à somatória daqueles desagradáveis.
Nesse sentido, com muita propriedade, a poetisa assim se manifesta:

 * * *
Felicidade
É acordar cedinho
é comer pão de queijo
é andar descalça
é tomar um banho e
me sentir perfumada
é queijo com goiabada
é almoço com pitada
de carinho de mãe
é ouvir minha música
preferida no volume alto
é andar no Parque do Sabiá
é ouvir o canto do sabiá
é tomar sol e beber
uma água de coco
é aquele sorvete preferido
no meio da praça
é criança brincando
é estar apaixonada
é respirar e estar viva
com o coração pulsando
de desejo para realizar
estas pequenas coisas...

E que pena que, em alguns
momentos, eu duvido
de sua existência.

* * * Lucilaine de Fátima em
"O Avesso do Ser"  (Assis Editora, 2010)

Ao que parece, a felicidade pode estar muito mais próxima de nós do que podíamos imaginar.

Parabens, Lucilaine, pela singeleza, propriedade e acerto em demonstrar por pequenos fatos o real conceito de felicidade.

(Dema)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A sombra

Simples, preciso e bonito. Eis um poema de Lucilaine de Fátima, publicado em "Avesso do ser" pela Assis Editora.





A sombra

Sou a sombra
que quer fugir
e passar a ser sol

Sou a sombra
que não se contenta
em não brilhar

Sou a sombra
de uma vida e
quero ser o sol da minha.


....

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lançamento

TARDE DE AUTÓGRAFOS


Finalmente, após longo período de espera, dia 17/08/2010, na cantina da Delegacia Fiscal Uberlândia, realizou-se o lançamento de dois livros "Preliminares - Processo Tributário Administrativo" e "Devaneios". de autoria de Ademar Inácio da Silva, titular deste site. Servidores (Fiscais, Gestores, demais Administrativos) da Delegacia Fiscal, da Delegacia Fiscal de Trânsito de Uberlândia, da Administração Fazendária de Uberlândia e do Gabinete da Superintendência Regional da Fazenda I Uberlândia compareceram maciçamente, a partir das 16:00 horas, para prestigiar o colega autor.

Na oportunidade, serviu-se farturendo lanche, o que ensejou o autor, em suas breves palavras, a rotular o evento de "Lanchamento".

Ademar sente-se imensamente grato aos colegas pelo comparecimento e prestigio demonstrado.

Assim descreve suas obras:


DEVANEIOS "Devaneios" é minha primeira obra publicada. Uma pequena realização pessoal que faz vir a lume as inquietações que muito me afligiram durante anos e, imagino, continuarão a me perseguir até o momento em que me colocarão em jazigo eterno.



Jamais foi proibido sonhar. Ainda que tivesse sido, não restaria prova a validar punição. Talvez "sonhar" seja sinônimo da liberdade sem limites. Nada a cercear.



"Devaneios" reúne alguns poemas produzidos ao longo da minha vida, desde a juventude, quando, nefelibata, buscava encontrar meu lugar ao sol. Os versos aqui insertos, leves, soltos, mas organizados e com raciocínio lógico, deixam transparecer sensibilidade a emoções e abordam temas existenciais contagiantes. Saúdam o amor, a vida e choram a solidão. Imagens saem do real e transcendem a vida, buscando refúgio em colo divino. A noção de efemeridade e a visão das contradições estão sempre presentes. O olhar crítico, a restrita sociabilidade e minha profunda reflexão existencialista são transparentes na maioria dos poemas aqui publicados.

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PRELIMINARES - Processo Tributário Administrativo do Estado de Minas Gerais. Mais um pequeno livro vem a lume, desta feita, um artigo na esfera do Processo Tributário Administrativo.



Muito embora o tema pareça uma sutileza no processo tributário administrativo mineiro, comporta certa relevância quando se toma em conta a relação fisco-contribuinte no Estado democrático. É importante que o contribuinte tenha noção clara quanto a quais decisões sobre matérias controversas de análise preliminar a exame de mérito estão ou não alcançadas pelo recurso de revisão a ser interposto para a câmara especial e, assim, possa melhor garantir seu amplo direito de defesa administrativa.



O Conselho de Contribuintes de Minas Gerais tem suas câmaras de julgamento constituídas por membros de representação paritária (Fazenda Pública e Entidades representativas dos contribuintes), sendo notória a lisura de suas decisões, bem como sua constante preocupação com a observância dos princípios norteadores do processo tributário administrativo.

Algumas decisões de mérito, não raro, fazem-se anteceder de outras, preliminares, que, por vezes, decretam a nulidade do próprio lançamento ou consubstanciam pressuposto para ingresso no exame da materialidade do feito fiscal. Determinadas matérias são de classificação crucial, a exemplo da decadência, cuja pronúncia enseja decisão de mérito, ou mesmo a desconsideração do ato ou negócio jurídico, que, se inacatada, torna natimorta a instauração da relação processual.

Clique sobre a foto e veja o álbum do evento




Veja entrevista na TV COLUNAS DO TRIÂNGULO:

PARTE I



PARTE II


PARTE III

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FOTOS DO XV ENESER